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Estudo
do MTur revela que o Brasil deve
se preparar para receber os cerca
de 500 mil turistas estrangeiros
que virão ao País
por ocasião da Copa de
2014. |
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O
estudo do MTur revela que o Brasil deve
se preparar para receber os cerca de 500
mil turistas estrangeiros que virão
ao País por ocasião da Copa
de 2014, o que deve produzir um impacto
direto na atividade turística, na
geração de empregos e movimentar
milhões de reais na cadeia produtiva
nacional. A análise ainda revela
que 20% dos turistas utilizaram ônibus
alugados para deslocamentos adicionais na
Copa 2010.
Segundo
Luiz Barretto, ministro do Turismo, “um
megaevento como a esse abre uma oportunidade
de promoção do País
como destino turístico que muitos
anos de campanhas publicitárias em
todo o mundo não seriam capazes de
oferecer. Devemos trabalhar, não
apenas na divulgação das 12
cidades-sede, mas também de outros
destinos no entorno”.
Por
sua vez, o Comitê Executivo Paulista
da Copa do Mundo, do governo estadual paulista,
lançou recentemente um documento
sobre “O potencial dos municípios
de São Paulo para receber as delegações
da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014”. Nele,
foram avaliados o potencial das cidades
paulistas, próximas às cidades-sede
com infraestrutura para receber o turista
que virá assistir aos jogos.
A
maior parte das cidades estudadas fica a
menos de 300 quilômetros da Capital,
forte candidata a abrir o campeonato mundial:
Águas de Lindoia (170); Águas
de São Pedro (198); Araraquara (277);
Barueri (29); Braganca Paulista (99); Campinas
(99); Cesário Lange (143); Cotia
(41); Cruzeiro (228); Guaratinguetá
(186); Guarujá (88); Guarulhos (21);
Itanhaém (110); Jaguariúna
(138); Jundiaí (59); Lençóis
Paulista (296); Limeira (152); Mairiporã
(31); Mogi das Cruzes (48); Piracicaba (157);
Pirajú (333); Porto Feliz (110);
Ribeirão Preto (319); Santo André
(30); Santos (72); São Bernardo do
Campo (25); São Caetano do Sul (12);
São Carlos (237); São José
dos Campos (91); São Roque (69);
Suzano (34) e Ubatuba (249).
Para
Luciane Leite, presidente da TUR.SP, os
preparativos de São Paulo para a
Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 já
estão a todo o vapor e o Grupo de
Trabalho Paulista, responsável pela
Copa no Estado, vem trabalhando no aprimoramento
dos projetos de São Paulo para o
evento. “Além do cumprimento das
demandas oficiais da FIFA para as cidades-sede,
o caderno de encargos, existem projetos
em execução ou em planejamento
para melhorias na infraestrutura, mobilidade,
segurança, divulgação
das cidades, promoção de eventos,
acessibilidade, sustentabilidade e atendimento
aos turistas.”
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Logo
da Copa do Mundo de 2014. |
Doze
cidades-sede fazem parte dos 65 destinos
Indutores do Desenvolvimento Turístico
Regional, do MTur em todo o País.
O Estado de São Paulo já começou
com seu planejamento regional.”Já
iniciamos trabalhos em várias cidades-base
do Estado, que também poderão
receber delegações de outros
países durante a Copa ou ainda aprender
a lucrar de outras formas com o mundial
de 2014”, diz a representante da TUR.SP.
“Tudo isso com o objetivo de consolidar
e promover São Paulo como destino
de eventos internacionais, buscando nível
de excelência na prestação
de serviços ao turista e garantindo
obras e ações que representem
efetivo legado à população”,
complementa.
De
acordo com o Ministério do Turismo,
o transporte rodoviário possui grande
capilaridade no País, mesmo para
cobrir distâncias acima de 1.000 km.
“Dada a característica histórica
do processo de formação da
mobilidade do País, tem-se hoje uma
boa malha rodoviária para cobrir
as cidades-sede e destinos do entorno. Nos
casos em que as distâncias que separam
o viajante e a cidade a ser visitada são
relativamente curtas, o acesso rodoviário
reveste-se de caráter estratégico.
Quando se trata de turismo regional, esse
componente ganha ainda mais relevância
para um destino turístico”, ensina
o estudo encomendado à FGV.
Em
negociações com a TUR.SP,
a FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São Paulo
tem levado suas preocupações
às autoridades no que se refere ao
turismo rodoviário: “muitos municípios
não têm locais adequados para
embarques e desembarques nos pontos turísticos,
a sinalização é precária,
não possuem estacionamentos próprios
para os ônibus de turismo e, acreditem,
não planejam sequer a altura do portal
para que os veículos mais altos adentrem
na cidade. Outros como São Paulo,
por exemplo, criam restrições
tais, como horários de circulação
e a instalação de equipamentos
caríssimos, que simplesmente impossibilitam
o acesso do turismo rodoviário eventual”,
informa Regina Rocha, diretora executiva
da entidade.
Luciane
Leite, da TUR.SP, no entanto, não
acredita que essas imposições
possam interferir no transporte para a Copa
de 2014. “Com certeza isso já estará
ajustado até lá. Além
disso, a equipe da TUR.SP faz parte, junto
com a SPTuris e outras secretarias estaduais
e municipais, do Grupo de Trabalho para
a Copa do Mundo e estamos monitorando essa
e outras questões fundamentais para
a realização do evento”.
O Ministério do Turismo lembra ainda
que os atrativos turísticos das cidades-sede
têm papel importantíssimo e
estratégico, porque têm poder
de influenciar a permanência dos espectadores
dos jogos, motivando-os a permanecer mais
tempo na cidade. “Se a Copa da Alemanha
foi considerada a Copa do Torcedor, pelo
perfil individualizado e de curta duração
das viagens geradas pelo evento, no Brasil,
espera-se que a Copa de 2014 seja a Copa
da Família, com viagens de maior
duração e em grupos maiores
(famílias e/ou amigos). Ou seja,
os turistas estrangeiros, que virão
ao Brasil para a Copa, estarão à
procura de atrativos para compor sua programação
de viagem. Estima-se o período médio
de estadia entre 10 e 15 dias”, adverte
a cartilha do MTur.
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