O
País inteiro já
se prepara para receber a Copa
de Mundo. |
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O
País inteiro já se prepara
para receber a Copa do Mundo de 2014. Por
ser uma das cidades-sede do mundial a cidade
de São Paulo é um dos principais
destinos turísticos do Brasil. Para
o evento são aguardados pelo menos
500 mil visitantes. A realização
de um mundial desse porte atrai a atenção
de 240 países, 500 estações
televisivas, além dos quase 30 bilhões
de espectadores, ou seja, será uma
grande vitrine para o Brasil e um fator
expressivo na geração econômica
do País.
De
acordo com dados da São Paulo Turismo
(SPTuris), pelo menos 11,3 milhões
de turistas visitam a cidade anualmente.
E não é para menos, São
Paulo apresenta a melhor infraestrutura
em aeroportos e em malha rodoviária,
é referência em hospedagem,
gastronomia e é muito ativa culturalmente.
Para
os jogos da Copa, as expectativas são
tão grandes, que os investimentos
que já estão sendo realizados
na cidade desde 2007. Tudo para atender
a demanda turística com tranquilidade,
planejamento adequado e segurança
vai garantir maior credibilidade para receber
os jogos mundiais.
De
acordo com informações da
São Paulo Visitors & Bureau,
a cidade já tem a maior oferta hoteleira
da América do Sul e conta com as
principais redes de hotelarias nacionais
e internacionais. São 410 hotéis
e pelo menos 42 mil apartamentos disponíveis.
Até 2014, essa oferta pode chegar
a 50 mil quartos – número estimado
pela FIFA para todo o território
nacional.
A
Prefeitura Municipal já anunciou
que pretende investir quase R$ 34 bilhões
em intervenções que promovam
maior mobilidade urbana, mas São
Paulo ainda tem grandes desafios a transpor
até o início dos jogos. A
área de transportes tem sido o “calcanhar
de Aquiles” da cidade, uma das mais cotadas
para a abertura da Copa.
Para
a FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São Paulo,
a realização de um evento
desse porte no Brasil é muito positiva
porque gera mudanças de paradigma
em relação a diversas áreas
que estavam esquecidas há tempos.
“As deficiências do transporte público
e a insuficiência de vias, hoje sobrecarregadas
de automóveis, são entraves
que precisam ser resolvidos com urgência.
O transporte turístico, por exemplo,
precisa ser visto como um aliado da cidade
para suprir as carências de mobilidade
para os visitantes”, relembra.
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O
setor de transporte profissional
de pessoas receia adquirir equipamentos
caros e ampliar a frota sem a
garantia de retorno do investimento
na Copa de 2014. |
A
tendência aponta para o crescimento
das oportunidades de ampliação
dos serviços profissionais do transporte
coletivo de pessoas. O setor de ônibus
por fretamento, por exemplo, terá
de aumentar sua frota atual de 4.500 veículos
na cidade de São Paulo para atender
a demanda gerada com a Copa do Mundo. Porém,
os investimentos dependem de quão
empenhados estão os dirigentes em
promover melhorias ao serviço.“Ninguém
vai ampliar a frota se não tiver
condições de operar nos pontos
turísticos”, afirma Regina
Rocha, diretora executiva da FRESP.
Agora
é o momento crucial para o poder
público encarar os problemas de mobilidade
na Capital. “Está na hora de repensar
a operação do transporte profissional
de pessoas por fretamento, especialmente
o turístico, olhando-o mais como
solução complementar para
os deslocamentos na região metropolitana”,
destaca Jorge Miguel dos Santos,
diretor executivo do Transfretur
– Sindicato das Empresas de Transporte de
Passageiros por Fretamento e para Turismo
de São Paulo e Região.
Jorge
Miguel ainda ressalta que os empresários
do segmento estão com receio de realizar
novos investimentos, antes de obterem um
parecer do poder público com políticas
claras sobre as operações
do setor durante o evento. “Essa questão
tem afligido os profissionais, que ainda
aguardam resoluções concretas
para ampliar frotas, comprar novos equipamentos
e investir em melhorias para que possam
oferecer serviços turísticos
com padrões internacionais de qualidade.
É preciso encarar a modalidade do
transporte coletivo privado como uma opção
viável e garantir o espaço
para sua atuação efetiva”,
afirma o diretor do sindicato.
Ele
lembra que os ônibus destinados ao
turismo rodoviário já oferecem
mais conforto e segurança que os
veículos comuns. Entre os diferenciais
estão maior espaço interno,
ar condicionado, poltronas amplas e reclináveis
entre outros atrativos. Durante a Copa,
a presença de guias turísticos
poderá oferecer ainda o apoio essencial,
principalmente, nas questões relacionadas
ao idioma.
A
FRESP adverte que os investimentos
serão elevados e a iniciativa privada
somente os fará, se houver condições
efetivas de operar com esses novos equipamentos.
O empresariado alega que já existe,
desde agora, demanda turística na
cidade de São Paulo e não
somente durante o curto espaço de
tempo que ocorrerão os jogos. “Ampliar
e renovar as frotas com padrão turístico
requer um planejamento de médio e
longo prazos. Se o poder público,
e isso vale para todas esferas (federal,
estadual e municipal), não atentar
para isso agora não haverá
tempo necessário ou interesse do
setor para se preparar para os grandes eventos.”
comenta Regina Rocha.
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