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Fevereiro/2011
Clandestinos ameaçam atividade legal do transporte turístico

Para a FRESP somente uma fiscalização intensa para impedir o transporte clandestino de passageiros, que põe em risco a vida de usuários e ameaça as atividades das empresas legalizadas.
Imagem Divulgação
Ônibus clandestinos aguardam passageiros incautos para viagens turísticas, sem condições necessárias para rodagem.
 

Várias cidades do Brasil apresentam problemas com o transporte de passageiros clandestino. Diariamente são noticiados acidentes envolvendo ônibus, vans e micro-ônibus, que realizam o transporte de passageiros, sem as devidas precauções, como a manutenção preventiva veicular, treinamento e preparação constante dos motoristas para o transporte de passageiros e as documentações necessárias à rodagem dos veículos e que garantem a segurança do usuário.

Alimentadas pela vantagem de conseguir uma renda maior, sem que tenham compromissos com os impostos como o ICMS e o ISS, melhor remuneração dos trabalhadores e com a falta de manutenção adequada dos veículos, muitas pessoas hoje disponibilizam até carros de passeio para o transporte de passageiros. Esses atravessadores cobram preços baixos, mas possuem veículos com idade superior à exigência normativa.

O problema tem ocorrido em grande escala, principalmente, em viagens interestaduais e intermunicipais de turismo. Atraídos pelo valor cobrado mais barato, os passageiros utilizam o transporte clandestino esquecendo o risco ao qual serão são submetidos, pois muitos proprietários desses ônibus e vans clandestinos não realizam sequer a manutenção necessária para certificar que estão em perfeito estado para a atividade.

A maioria não detém autorização para o transporte de passageiros certificada pela ARTESP - Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo e da ANTT - Agência Nacional de Transporte Terrestre.

 
Faltam fiscais para inibir a atividade ilícita no transporte de passageiros e apreender os veículos clandestinos.

Regina Rocha, diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo acredita que as ilegalidades só terão fim com a mobilização dos órgãos competentes, pois dentre os deveres do Poder Público está o de prover e de fiscalizar o transporte coletivo. “O combate às irregulares também depende da conscientização da população, em não utilizar esse tipo de serviço e, dos órgãos legisladores de trânsito e de transporte em por um fim na atividade ilícita, realizando efetiva fiscalização e apreensões desses veículos. A solução depende única e exclusivamente das autarquias ARTESP e da ANTT por meio da fiscalização”.

Outro problema são as transportadoras turísticas, que realizam o transporte de passageiros sob a modalidade de fretamento, no entanto, tentam passar como locadora de veículos. Para ela, é necessário elucidar que o serviço transporte de passageiros por fretamento é regulamentado e fiscalizado pelas autarquias estatais, e todos devem a ela se submeter.

“Esse tipo de atividade não é previsto como transporte de passageiros, impedindo dessa maneira a fiscalização da ARTESP e da ANTT”, explica Regina Rocha. Também deve obedecer as normas estabelecidas pelo Contran – Conselho Nacional de Trânsito que informam que um veículo ideal para o turismo deve contar com um corredor que permita o embarque e o desembarque de passageiros em pé, um espaço adequado para as bagagens pequenas e um porta-malas que tenha tamanho suficiente para ao menos uma mala, de tamanho pequeno, para cada passageiro.

A FRESP recomenda aos contratantes que exijam o contrato escrito e que verifiquem se a nota fiscal da viagem e a relação de passageiros estão de posse do motorista do veículo. “Muita atenção na hora de contratar uma empresa de transporte profissional de pessoas e a verificação dos registros em órgãos competentes são essenciais. Caso contrário o usuário não terá direito a nada em caso de acidente, principalmente, ao item seguro. Todos devem viajar com segurança e usufruir do transporte regularizado”, ressalta Regina.

Por fim, constatem se a prestadora contratada possui veículo reserva e atendimento 24 horas. Esses cuidados podem evitar a viagem seja interrompida no caminho. “Fujam das empresas que só atendem por celular ou por rádio”, recomenda Regina.


Jornalista responsável: Clarice Pereira (MTb 15778) - Obs: Já adotamos o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa.



Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo - Tel: (19) 3243-9161
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