Janeiro/2009
Recursos humanos: vale a pena investir!
Por Regina Rocha*
 
Em tempos de dificuldades econômicas, as empresas tiveram que colocar o “pé no freio” nesse período de incertezas.
 
Em tempos de dificuldades econômicas no âmbito global, as empresas tiveram que colocar o “pé no freio” nos investimentos e despesas. As subsidiárias das multinacionais começaram a fazer corte no número de colaboradores e também estão usando estratégias de férias coletivas, redução de carga horária, dentre outros. Momento que podemos definir como de sobrevivência empresarial.

Mesmo que as áreas de Recursos Humanos adotem políticas internas claras sobre as formas de enfrentamento da crise, é normal que se instale um clima de tensão dentre os empregados, pois ficam pairando inter-rogações sobre a possibilidade de demissões, como ficarão as folhas salariais, as premiações e os bônus e por quanto tempo pendurará esse período de incertezas.

Já para os profissionais que atuam nas áreas de RH, de Pessoas ou de Gente, como também são conhecidas, restam buscar formas de promover o bem-estar dos colaboradores, tentar oferecer o melhor a eles e assim manter um clima organizacional agradável.

A manutenção do clima organizacional favorável dentre os profissionais pode estar ligada, muitas vezes, na criatividade e nas pequenas ações para as empresas que, no entanto, são de grande valia para os funcionários. Como por exemplo, realizar reuniões matinais buscando elucidar e expor as novas diretrizes ou ainda oferecer um programa de treinamento, que não seja oneroso à receita da companhia, que acompanhe as nuances econômicas e que consiga mostrar que ainda há preocupação com os colaboradores para que continuem capacitados para as atividades diárias.

Ainda oferecer o transporte por fretamento aos colaboradores, como forma de reduzir os desgastes físicos e emocionais, em muitos casos, oriundos dos grandes trajetos a serem percorridos na ida e na volta para casa ou pelos congestionamentos que desestimulam, cada vez mais, as pessoas a saírem de suas casas. Qual o colaborador que terá motivação para desempenhar com excelência suas atividades, se além dos problemas no deslocamento, ainda enfrentará de 8 a 10 horas num ambiente desfavorável e que já não oferece tantos benefícios, como outrora.

 
Fomentar o uso do transporte fretado para o trabalhador refletirá numa elevação da produtividade individual.

Será que uma mudança na modalidade de investimento, ou seja, ao invés de oferecer o vale-transporte, fomentar o uso do transporte fretado para que o trabalhador chegue mais descansado e menos estressado ao seu posto, o que consequentemente refletirá em uma maior satisfação em trabalhar para determinada organização, a qual passará a ser vista como uma das que se preocupam com o seu quadro funcional até na hora dos seus deslocamentos.

Com isso haverá até mais elevação da produtividade individual. Quem produzirá mais? Aquele colaborador que tem disponível um ônibus para os trajetos de casa para o trabalho e do trabalho para casa ou um que passa por dificuldades no percurso? Até os ganhos para a formação de uma imagem positiva interna com os colaboradores são consideráveis, pois demonstra que a empresa está preocupada com o bem-estar deles, apesar de todos os entraves econômicos.

Saindo das nuances benéficas do transporte por fretamento ao usuário e as empresas, a opção ainda beneficia o meio-ambiente e o escoamento do trânsito nas cidades, que poderia recair até como um projeto de responsabilidade social, pois sabemos que cada ônibus por fretamento retira 19 carros das ruas. O que significa diminuir uma parcela considerável na emissão de gases poluentes e danosos à saúde.

Vale ainda a ressalva, que qualquer investimento seja educacional ou de transporte em colaboradores é viável em médio prazo. Os problemas econômicos passarão e o seu funcionário, se for mantido um bom relacionamento, ainda estará com a empresa após a turbulência e contribuirá com esforço e dedicação para minimizar problemas futuros.

* Regina Rocha, advogada, é especialista em turismo rodoviário e diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (www.fresp.org.br). E-mail: linkfresp@linkportal.com.br


Jornalista responsável: Clarice Pereira (MTb 15778) - Obs: Já adotamos o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa.



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