Em
tempos de dificuldades econômicas
no âmbito global, as empresas tiveram
que colocar o “pé no freio” nos investimentos
e despesas. As subsidiárias das multinacionais
começaram a fazer corte no número
de colaboradores e também estão
usando estratégias de férias
coletivas, redução de carga
horária, dentre outros. Momento que
podemos definir como de sobrevivência
empresarial.
Mesmo que as áreas
de Recursos Humanos adotem políticas
internas claras sobre as formas de enfrentamento
da crise, é normal que se instale
um clima de tensão dentre os empregados,
pois ficam pairando inter-rogações
sobre a possibilidade de demissões,
como ficarão as folhas salariais,
as premiações e os bônus
e por quanto tempo pendurará esse
período de incertezas.
Já para os
profissionais que atuam nas áreas
de RH, de Pessoas ou de Gente, como também
são conhecidas, restam buscar formas
de promover o bem-estar dos colaboradores,
tentar oferecer o melhor a eles e assim
manter um clima organizacional agradável.
A manutenção
do clima organizacional favorável
dentre os profissionais pode estar ligada,
muitas vezes, na criatividade e nas pequenas
ações para as empresas que,
no entanto, são de grande valia
para os funcionários. Como por
exemplo, realizar reuniões matinais
buscando elucidar e expor as novas diretrizes
ou ainda oferecer um programa de treinamento,
que não seja oneroso à receita
da companhia, que acompanhe as nuances
econômicas e que consiga mostrar
que ainda há preocupação
com os colaboradores para que continuem
capacitados para as atividades diárias.
Ainda oferecer o
transporte por fretamento aos colaboradores,
como forma de reduzir os desgastes físicos
e emocionais, em muitos casos, oriundos
dos grandes trajetos a serem percorridos
na ida e na volta para casa ou pelos congestionamentos
que desestimulam, cada vez mais, as pessoas
a saírem de suas casas. Qual o
colaborador que terá motivação
para desempenhar com excelência
suas atividades, se além dos problemas
no deslocamento, ainda enfrentará
de 8 a 10 horas num ambiente desfavorável
e que já não oferece tantos
benefícios, como outrora.
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Fomentar
o uso do transporte fretado para
o trabalhador refletirá
numa elevação da
produtividade individual. |
Será
que uma mudança na modalidade de
investimento, ou seja, ao invés
de oferecer o vale-transporte, fomentar
o uso do transporte fretado para que o
trabalhador chegue mais descansado e menos
estressado ao seu posto, o que consequentemente
refletirá em uma maior satisfação
em trabalhar para determinada organização,
a qual passará a ser vista como
uma das que se preocupam com o seu quadro
funcional até na hora dos seus
deslocamentos.
Com
isso haverá até mais elevação
da produtividade individual. Quem produzirá
mais? Aquele colaborador que tem disponível
um ônibus para os trajetos de casa
para o trabalho e do trabalho para casa
ou um que passa por dificuldades no percurso?
Até os ganhos para a formação
de uma imagem positiva interna com os
colaboradores são consideráveis,
pois demonstra que a empresa está
preocupada com o bem-estar deles, apesar
de todos os entraves econômicos.
Saindo
das nuances benéficas do transporte
por fretamento ao usuário e as
empresas, a opção ainda
beneficia o meio-ambiente e o escoamento
do trânsito nas cidades, que poderia
recair até como um projeto de responsabilidade
social, pois sabemos que cada ônibus
por fretamento retira 19 carros das ruas.
O que significa diminuir uma parcela considerável
na emissão de gases poluentes e
danosos à saúde.
Vale ainda a ressalva,
que qualquer investimento seja educacional
ou de transporte em colaboradores é
viável em médio prazo. Os
problemas econômicos passarão
e o seu funcionário, se for mantido
um bom relacionamento, ainda estará
com a empresa após a turbulência
e contribuirá com esforço
e dedicação para minimizar
problemas futuros.

*
Regina Rocha, advogada, é especialista
em turismo rodoviário e diretora
executiva da FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São
Paulo (www.fresp.org.br).
E-mail: linkfresp@linkportal.com.br