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Julho/2010
SP tem 6° trajeto mais difícil até o trabalho

O trânsito é um dos maiores inimigos da produtividade do trabalhador, pois dificulta o trajeto casa-emprego. Pesquisa da IBM revela que SP tem 6º trajeto mais difícil para chegar ao local de trabalho. A solução passa por oferecer transporte coletivo de qualidade para os colaboradores. Saiba como!
 
Foto: Divulgação
Para 73% dos motoristas dirigir em vias congestionadas da cidade de São Paulo afeta a saúde.
 

Foi divulgada recentemente, pela IBM, uma pesquisa global realizada em vinte cidades sobre o “Sofrimento dos Usuários do Transporte”. O resultado apontou São Paulo como a sexta pior do mundo para se chegar ao trabalho. A cidade brasileira só perdeu para Pequim, Cidade do México, Johannesburgo, Moscou e Nova Delhi. O estudo considerou itens como tempo gasto no trânsito e em congestionamentos, qualidade do tráfego, estresse e outros problemas. Os dados também consideraram índices de custos econômico e emocional dos trabalhadores nos trajetos casa-emprego.

Para 73% dos motoristas da Capital paulista, dirigir nos congestionamentos afeta negativamente a saúde. Segundo 55% desses entrevistados, a principal causa é o estresse, outros 37% ficam com raiva, enquanto 20% tiveram o sono reduzido, 17% enfrentam problemas respiratórios e 7% sofrem com acidentes. Aproximadamente 60% dessas pessoas são obrigadas a trabalhar em casa pelo menos um dia por dificuldades de transporte.

Atualmente, nas principais capitais do Brasil, o tempo que o trabalhador leva para fazer o deslocamento casa e trabalho é, em média, 4 a 5 horas diárias (ida e volta). Normalmente, o funcionário que depende do transporte público enfrenta superlotações e atrasos, já os que optam pelo carro são vítimas recorrentes de estresse por ter que encarar os engarramentos. Tudo isso reflete na redução da produtividade, ocasionando a falta de qualidade de vida.

De acordo com o consultor de Engenharia de Tráfego Horácio Figueira, a solução para essas dificuldades passa pela adoção de transporte coletivo de qualidade. Para Regina Rocha, diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, a utilização do transporte por fretamento, deve, a cada dia mais, fazer parte das políticas de Recursos Humanos das empresas, já que o transporte está totalmente ligado à produtividade no trabalho. “Empregados satisfeitos para desenvolver as suas funções é a garantia de comprometimento maior durante a jornada de trabalho”, afirma.

Minimizar os problemas de percurso dos profissionais ao trabalho contribui substancialmente para o dia-a-dia das atividades empresariais e para o aumento da produtividade. Por isso, 52% das empresas com mais de 100 funcionários já oferecem transporte por fretamento para garantir-lhes o conforto em sua locomoção no trajeto casa e trabalho. Segundo levantamento da ANTP - Associação Nacional dos Transportes Públicos, o transporte por fretamento é um benefício que tem 97% de aprovação dos usuários, principalmente, pelos benefícios que oferece e pelo profissional não ter que enfrentar os congestionamentos dos grandes centros urbanos.

 
 
 
Quem depende do transporte público para chegar ao trabalho enfrenta superlotação e atrasos.

A análise da ANTP revela ainda que oferecer o transporte coletivo privado ao colaborador é uma forma de garantir com que ele chegue ao trabalho com disposição, pois, no trajeto sentado em um ônibus de fretamento ele poderá ler tranquilamente, dormir e conversar e fazer networking. A empresa, além reduzir o absenteísmo e os prejuízos de produtividade com transporte, terá como recompensa um funcionário mais disposto e no horário estabelecido.

Regina Rocha lembra que a área de RH das empresas nunca deve subestimar a importância da qualidade do transporte para as pessoas, porém, é preciso saber como contratar de forma correta e segura uma empresa de ônibus de fretamento para realizar o traslado dos colaboradores. “Existem requisitos que devem ser observados pelos contratantes para não correr o risco de contratar uma empresa ilegal”, informa.

Com o aumento dos congestionamentos, empresas de transporte que agem na irregularidade, buscam oferecer serviços que deviam ser executados exclusivamente por transportadoras regularizadas e inspecionadas pelos órgãos públicos. “Muitos contratantes desinformados acabam por utilizar esses ônibus sem verificar a situação real da empresa ou se ela ao menos possui uma licença para circular. Não adianta retirar o seu colaborador de dentro do carro ou do transporte público, sem ter a certeza que oferecerá o melhor para sua vida e para sua produtividade”, explica Regina.

De acordo com as normas vigentes, o empregador também é responsável pelos colaboradores nos períodos que compreendem o trajeto de casa ao trabalho e vice-versa.


Jornalista responsável: Clarice Pereira (MTb 15778) - Obs: Já adotamos o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa.



Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo - Tel: (19) 3243-9161
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