Foi
divulgada recentemente, pela IBM, uma
pesquisa global realizada em vinte cidades
sobre o “Sofrimento
dos Usuários do Transporte”.
O resultado apontou São Paulo como
a sexta pior do mundo para se chegar ao
trabalho. A cidade brasileira só
perdeu para Pequim, Cidade do México,
Johannesburgo, Moscou e Nova Delhi. O
estudo considerou itens como tempo gasto
no trânsito e em congestionamentos,
qualidade do tráfego, estresse
e outros problemas. Os dados também
consideraram índices de custos
econômico e emocional dos trabalhadores
nos trajetos casa-emprego.
Para
73% dos motoristas da Capital paulista,
dirigir nos congestionamentos afeta negativamente
a saúde. Segundo 55% desses entrevistados,
a principal causa é o estresse,
outros 37% ficam com raiva, enquanto 20%
tiveram o sono reduzido, 17% enfrentam
problemas respiratórios e 7% sofrem
com acidentes. Aproximadamente 60% dessas
pessoas são obrigadas a trabalhar
em casa pelo menos um dia por dificuldades
de transporte.
Atualmente,
nas principais capitais do Brasil, o tempo
que o trabalhador leva para fazer o deslocamento
casa e trabalho é, em média,
4 a 5 horas diárias (ida e volta).
Normalmente, o funcionário que
depende do transporte público enfrenta
superlotações e atrasos,
já os que optam pelo carro são
vítimas recorrentes de estresse
por ter que encarar os engarramentos.
Tudo isso reflete na redução
da produtividade, ocasionando a falta
de qualidade de vida.
De
acordo com o consultor de Engenharia de
Tráfego Horácio Figueira,
a solução para essas dificuldades
passa pela adoção de transporte
coletivo de qualidade. Para Regina
Rocha, diretora executiva da
FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São
Paulo, a utilização
do transporte por fretamento, deve, a
cada dia mais, fazer parte das políticas
de Recursos Humanos das empresas, já
que o transporte está totalmente
ligado à produtividade no trabalho.
“Empregados satisfeitos para desenvolver
as suas funções é
a garantia de comprometimento maior durante
a jornada de trabalho”, afirma.
Minimizar
os problemas de percurso dos profissionais
ao trabalho contribui substancialmente
para o dia-a-dia das atividades empresariais
e para o aumento da produtividade. Por
isso, 52% das empresas com mais de 100
funcionários já oferecem
transporte por fretamento para garantir-lhes
o conforto em sua locomoção
no trajeto casa e trabalho. Segundo levantamento
da ANTP - Associação Nacional
dos Transportes Públicos, o transporte
por fretamento é um benefício
que tem 97% de aprovação
dos usuários, principalmente, pelos
benefícios que oferece e pelo profissional
não ter que enfrentar os congestionamentos
dos grandes centros urbanos.
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Quem
depende do transporte público
para chegar ao trabalho enfrenta
superlotação e atrasos. |
A
análise da ANTP revela ainda que
oferecer o transporte coletivo privado
ao colaborador é uma forma de garantir
com que ele chegue ao trabalho com disposição,
pois, no trajeto sentado em um ônibus
de fretamento ele poderá ler tranquilamente,
dormir e conversar e fazer networking.
A empresa, além reduzir o absenteísmo
e os prejuízos de produtividade
com transporte, terá como recompensa
um funcionário mais disposto e
no horário estabelecido.
Regina
Rocha lembra que a área
de RH das empresas nunca deve subestimar
a importância da qualidade do transporte
para as pessoas, porém, é
preciso saber como contratar de forma
correta e segura uma empresa de ônibus
de fretamento para realizar o traslado
dos colaboradores. “Existem requisitos
que devem ser observados pelos contratantes
para não correr o risco de contratar
uma empresa ilegal”, informa.
Com o aumento dos congestionamentos,
empresas de transporte que agem na irregularidade,
buscam oferecer serviços que deviam
ser executados exclusivamente por transportadoras
regularizadas e inspecionadas pelos órgãos
públicos. “Muitos contratantes
desinformados acabam por utilizar esses
ônibus sem verificar a situação
real da empresa ou se ela ao menos possui
uma licença para circular. Não
adianta retirar o seu colaborador de dentro
do carro ou do transporte público,
sem ter a certeza que oferecerá
o melhor para sua vida e para sua produtividade”,
explica Regina.
De
acordo com as normas vigentes, o empregador
também é responsável
pelos colaboradores nos períodos
que compreendem o trajeto de casa ao trabalho
e vice-versa.