Cerca
de 67% das vítimas de acidentes
de trânsito são trabalhadores,
que usam a moto como meio de transporte
para o trabalho. |
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Não
é de hoje que se discute o problema
das motos no trânsito das grandes
cidades. Só na Capital paulista,
já são mais de 800 mil motos
em circulação e pelo menos
4 milhões em todo o Estado, de
acordo com dados do Departamento Nacional
de Trânsito - Detran.
Afinal, quem não quer mais conforto
e agilidade na ida ao trabalho? Apenas
o fato de ficar livre do aperto diário
enfrentado por quem usa o transporte público
já é um ponto mais que positivo
para se arriscar em cima de uma motocicleta.
Com as facilidades dos financiamentos
na hora da compra, a frota desses perigosos
veículos de duas rodas tem aumentado
consideravelmente, ano a ano, em todo
o País.
No entanto, o cenário é
alarmante e tem levado os especialistas
a tratarem do problema como uma epidemia.
De acordo com pesquisa realizada, em meados
de 2010, pelo Instituto de Ortopedia e
Traumatologia do Hospital das Clínicas
de São Paulo, são mais de
20 pessoas mortas por dia no País
em decorrência de acidentes com
motocicletas.
A maioria dos que não chegam a
óbito passa por um sofrimento sem
igual com traumatismos gravíssimos,
amputações e sequelas para
o resto da vida. Para se ter uma ideia
do aumento nos números nos últimos
anos, em 1996 foram registrados 725 óbitos.
Já em 2008, o número chegou
a 8 mil óbitos. A situação
se tornou tão complicada que o
Conselho Nacional de Trânsito -
Contran interveio na carga horária
e no formato dos cursos para novos condutores
em 2009.
Mas se engana quem pensa que a maioria
dos acidentes ocorrem com os motoboys.
O estudo realizado pelo HC mostrou que
o perfil do acidentado mudou e pelo menos
67% das vítimas são trabalhadores,
que usam a moto como meio de transporte
para o trabalho.
A falta de investimentos de muitas empresas
em seus colaboradores pode ser a resposta
para grande parte desses índices.
No Brasil, 2,5 mil empresas usam os serviços
de transporte por fretamento para o deslocamento
de seus funcionários. Outras optam
pelo pagamento do vale transporte para
a utilização do serviço
público, o que gera custos elevados
para a empresa e nenhum benefício
ao trabalhador.
“Notamos que muitos profissionais utilizam
o valor do vale transporte na compra ou
financiamento de motos para evitar as
longas esperas e ônibus lotados
todos os dias na ida e na volta ao trabalho.
Isso acabou se tornando uma alternativa
viável para eles”, aponta a diretora
executiva da FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São
Paulo, Regina Rocha.
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Segundo
o Detran, só na Capital
paulista, já são
mais de 800 mil motos em circulação
e pelo menos 4 milhões
em todo o Estado.de São
Paulo. |
Para
as empresas essa não é a
melhor opção. Segundo o
advogado Marcelo Ignácio, especialista
em direito trabalhista, a legislação
protege o funcionário em casos
de acidentes também durante o trajeto
para o trabalho independentemente do meio
de transporte utilizado. Para ele, o fretamento
é uma alternativa viável,
já que oferece maior segurança
aos colaboradores.
Em caso de acidentes, os prejuízos
para os empregadores são inúmeros
e pioram quando ocorrem com motocicletas,
por serem sempre mais graves. “Esse tipo
de acidente sempre resulta em um tempo
de afastamento superior a 15 dias, o que
força a empresa a ter que preencher
a vaga do funcionário afastado,
gerando duplicidade de recolhimentos previdenciários
e fundiários, à medida que
a empresa é obrigada, por lei,
em casos de acidentes do trabalho, a recolher
o fundo de garantia por tempo de serviço”,
destaca o advogado.
Em caso de falecimento, a empresa também
fica responsável por arcar com
os encargos funerários. “Muito
provavelmente, em caso de morte, a empresa
responderá por ações
indenizatórias que podem culminar
em eventuais pensões vitalícias
devidas pelo empregador à família
do empregado falecido”, completa Ignácio.
O
transporte profissional de pessoas
foi aprovado por 97% dos seus
usuário. |
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Uma
opção mais viável
e barata
O
transporte profissional de pessoas por
fretamento é uma das opções
mais seguras e, consideravelmente, mais
vantajosas para as empresas. Oferecendo
esse benefício, a equipe fica mais
tranquila e motivada para o desenvolvimento
do trabalho. Muitas corporações
investem nesse benefício como parte
das ações estratégicas
da empresa, que ao proporcionar momentos
de descanso e despreocupação
para os funcionários conquistam
mais dedicação ao trabalho
e rendimento.
Em pesquisa realizada pela FRESP,
o transporte profissional de pessoas foi
aprovado por 97% dos seus usuários.
Além disso, reduz o trânsito
e a emissão de gases poluentes
na atmosfera e tem um custo bem acessível
por colaborador à empresa contratante.
Outro fator de grande importância
é a segurança no transporte
garantida por profissionais treinados
pelas empresas regulamentadas para o transporte
de colaboradores por fretamento.