Copa
de 2014 vai estimular o turismo
rodoviário, em distâncias
de até 500 km em torno
das cidades-sede. |
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A
FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São Paulo
tem levado suas preocupações
às autoridades no que se refere ao
turismo rodoviário: “muitos municípios
não têm locais adequados para
embarques e desembarques nos pontos turísticos,
a sinalização é precária,
não possuem estacionamentos próprios
para os ônibus de turismo e, acreditem,
não planejam sequer a altura do portal
para que os veículos mais altos adentrem
na cidade. Outros como São Paulo,
por exemplo, criam restrições
tais, como horários de circulação
e a instalação de equipamentos
caríssimos, que simplesmente impossibilitam
o acesso do turismo rodoviário eventual”,
informa Regina Rocha, diretora
executiva da entidade.
Em
encontro com empresários do setor
de transporte por fretamento, Luciane Leite,
presidente da Empresa Paulista de Turismo
e Eventos – TUR.SP, anunciou os projetos
para o turismo rodoviário no Estado
de São Paulo.
Luciane
Leite prometeu interceder junto às
autoridades para tentar reverter as restrições
de paradas de ônibus nos pontos atrativos
de São Paulo, um dos principais entraves
do transporte profissional de pessoas. “O
turismo representa 10% do PIB mundial e
6,2% do PIB brasileiro. Um em cada 17 empregos
no Brasil são gerados pela cadeia
do entretenimento. São Paulo responde
por 43% do volume de negócios com
turismo em nosso País. São
R$ 56,5 bi anuais em receitas. Nossos governantes
têm que entender a importância
da indústria do turismo, que movimenta
os diversos setores de nossa economia”,
refletiu. “Podem contar com a TUR.SP nesse
pleito junto às autoridades. Vamos
trabalhar no apoio à adequação
da legislação do transporte
turístico junto às prefeituras,
Ministério do Turismo, ANTT e ARTESP”.
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Ônibus
de fretamento: ideal até
para os deslocamentos da seleção
brasileira de futebol. |
Segundo
a representante do governo do Estado de
São Paulo, é preciso ter metas
para alavancar o turismo no Estado. “Para
tomar atitudes, precisamos de planejamento”,
ditou. “Setenta e oito e meio por cento
(78,5%) do turismo receptivo paulista é
intraestadual, então precisamos investir
em turismo rodoviário”, completou.
Para
ela, a Copa de 2014 é uma das grandes
ocasiões para viagens de curta distância.
“Temos compromisso firmado com a FIFA por
meio do COESP, comitê gestor da Copa
e estamos trabalhando com a Secretaria Estadual
do Planejamento e com a Prefeitura de São
Paulo para preparar a infraestrutura da
cidade.”
Luciane
explicou que as oportunidades de geração
de emprego e renda não se restringem
somente à Capital. De acordo com
ela, 50 cidades paulistas já estão
qualificadas para os roteiros turísticos.
“Temos que nos preparar para receber as
seleções para os treinos e
jogos amistosos nas cidades-sedes. Temos
que reservar produtos especiais para o turista
que vem assistir o campeonato, pois sabemos
que ele viajará para fora da cidade
depois dos jogos. Vamos organizar eventos
de exibição pública,
chamados de Fan Fest FIFA, em que a população
poderá assistir às partidas
no telão, por isso precisamos investir
em mobilidade urbana e transporte coletivo
adequado”.
A
presidente da TUR.SP garante que espera
envolver a iniciativa privada e a sociedade
civil nos projetos destinados à Copa
do Mundo a serem realizados em São
Paulo.
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