A
Copa de 2014 será a oportunidade
de incrementar o transporte turístico
rodoviário. |
|
Há
3 anos da Copa do Mundo o Brasil se prepara
para receber turistas oriundos de todo
os continentes que virão acompanhar
o mundial. A expectativa é que
o estado de São Paulo receba, apenas
no mês dos jogos, cerca de 500 mil
pessoas. Esses visitantes, por sua vez,
virão cheios de expectativas, em
busca de diversão, lazer e principalmente
infraestrutura que deverá ser oferecida
pelo segmento turístico, entre
elas pode-se destacar o setor hoteleiro,
segurança, aeroportos e os meios
de transporte.
Diante
dessa perspectiva empresas de fretamento
já se preparam para oferecer serviços
cada vez mais eficientes e adequados às
necessidades das operadoras de turismo
e dos passageiros.
Segundo
dados do Ministério do Turismo,
de 2007, São Paulo já é
o primeiro destino turístico do
País, sendo também o principal
emissor de turistas de viagens domésticas
para o próprio Estado (78%). Esse
resultado pode ser atribuído a
vários fatores, mas vale destacar
a diversidade de serviços e a qualidade
da infraestrutura de transportes.
No
estado existem 15 mil veículos
de transporte profissional por fretamento
e a modalidade gera 30 mil empregos diretos
e 60 mil indiretos. O setor movimentou
em 2009 cerca de R$ 2,82 bilhões.
No Brasil 4.900 empresas de fretamento
são cadastradas junto à
ANTT – Agência Nacional de Transportes
Terrestres – para viagens interestaduais
e internacionais.
De
acordo com a coordenadora técnica
da Agência Nacional de Transportes
Públicos (ANTT), Valeska
Peres Pinto, é preciso
dimensionar com mais certeza o número
de pessoas e o tipo de público
que virá ao Brasil para que as
operadoras de turismo possam traçar
um plano de ação e de trabalho
mais efetivo para o período da
Copa.
|
|
| |
Para
Valeska Peres Pinto as empresas
de fretamento devem trabalhar
em conjunto com o setor de turismo
para conquistar bons resultados. |
Ela
ressalta que as empresas de serviço
de fretamento devem estar atentas e trabalhar
em conjunto com o setor de turismo para
conquistar bons resultados já que
o trabalho de um será o reflexo
do resultado do outro. “O setor de fretamento
vai servir às necessidades da cadeia
turística, por isso o trabalho
deve estar alinhado. É preciso
saber quantas pessoas vem para o Brasil
e de onde. É bem possível
que a maior demanda venha dos países
latino-americanos que estão mais
próximos e amam o futebol”, destaca.
A
coordenadora ainda reforça que
as deficiências do turismo precisam
ser sanadas, pois ficarão pungentes
durante a Copa e serão vistas pelo
mundo todo. “A Copa será um teste
ao turismo brasileiro e o mundo todo estará
olhando. Isso não acontece no carnaval,
por exemplo. Se tivermos bons resultados
as pessoas voltarão. Qualquer problema
poderá ter efeito no turismo e
comprometer o mercado em outras ocasiões”,
destaca a profissional.
Atualmente,
o turismo representa 10% do PIB mundial
e 6,2% do PIB brasileiro. São Paulo
responde por 43% do volume de negócios
com turismo em nosso País. São
R$ 56,5 bi anuais em receitas. Para o
Brasil, a Copa do Mundo em 2014, certamente,
trata-se de uma excelente oportunidade
para novos investimentos e a consolidação
da imagem do Brasil como um destino turístico
internacional. No entanto, é preciso
criar e divulgar os atrativos não
apenas das 12 cidades que serão
sede do mundial, mas também das
cidades ao entorno.
Em
pesquisa desenvolvida pelo ministério
do turismo na Copa do Mundo da África
do Sul, revelou que os visitantes que
participaram do evento visitam pelo menos
4 cidades ao entorno das cidades sede.
A expectativa é que isso também
ocorra por aqui.
Em
São Paulo, forte candidata a abrir
o campeonato, foram estudadas diversas
alternativas de cidades a serem visitadas
durante o mundial, que distam a menos
de 300 quilômetros da capital e
serão visitadas de ônibus.
Por isso o setor de fretamento já
está estudando melhorias para atender
todas as demandas que serão geradas
nesse período. Entre elas, maior
aproximação e conhecimento
do setor, investimentos em equipamentos
e treinamento de profissionais e prestação
de serviços diferenciados.