Seguindo
a legislação municipal, em 2008, o Lar Escola
Cairbar Schutel passou a atender as 60 crianças e
adolescentes mantidas pela instituição, em
3 novas unidades abrigo, intituladas “Casa Modelo”.
De acordo com Haércio Suguimoto, presidente do Lar,
a Casa Modelo é uma moradia com todas as características
de uma residência familiar.
Segundo Haércio, o projeto
visa mais similaridade com o ambiente de uma casa tradicional.
Cada unidade vai abrigar 20 crianças de 0 a 18
anos, que recebem atendimento integral sob a supervisão
de uma gerente e duas técnicas com formação
universitária, dez educadoras, em plantões
diurnos e noturnos; e quatro funcionários operacionais
divididos em cozinha, limpeza e lavanderia, totalizando
17 profissionais.
“Queremos criar um ambiente
familiar disponibilizando todos os recursos possíveis
para que a estada da criança ou adolescente em
situação de risco, encaminhados pelas Varas
de Infância da Capital, não importando a
duração, seja a melhor possível e
traga frutos à sua formação. A primeira
casa já está funcionando, a segunda tem
previsão para ser ocupada em fevereiro e a terceira
está ainda em processo de implantação”,
explica Suguimoto.
Para ele, esta foi a principal mudança
no ano que se passou: “de um atendimento a 60 crianças
em um grande prédio de 4 andares, passamos para
atendimento individualizado em 3 casas abrigo para 20
crianças cada; passamos de uma média de
34 funcionários para mais de 60, incluindo os da
instituição”.
Suguimoto complementa, “a maior
vantagem neste período foi a mobilização
da comunidade, dos voluntários e de empresas parceiras,
que atenderam nossos chamados e auxiliaram de maneira
marcante o processo de aperfeiçoamento do Lar Escola
Cairbar Schutel”.
Haércio diz ainda que a expectativa
da instituição neste ano é concluir
a implantação das unidades, toda a parte
organizacional e gerencial que implicam essas transformações
e buscar um modelo de excelência, criando condições
que cada criança ou adolescente possa encontrar
novos rumos quando tiver condições de retornar
à sua família de origem ou em um núcleo
familiar substituto.