Para recepcionar esses visitantes, segundo
o SPCV, a cidade abriga 410 hotéis, 88 museus,
39 centros culturais, além de inúmeros eventos
todos os dias. Com esses números fica fácil
perceber a grandiosidade da cidade na área do turismo
de negócios e de lazer, qual capacidade técnica
e operacional que disponibiliza para a organização
de eventos e a recepção de turistas.
Segundo Toni Sando, diretor superintendente
do SPCV, o número de eventos realizados na cidade
de São Paulo também é surpreendente:
“A cidade de São Paulo recebe aproximadamente
mil eventos de médio e grande porte todos os anos.”
De acordo com informações do TRANSFRETUR
- Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros
e Turismo de São Paulo, só no período
de compras de Natal, o número de 3500 a 4000 ônibus
por fretamento que circulam na cidade passa para 6.000,
somando com ônibus que trazem turistas.
No entanto, falta à cidade gerir estrategicamente
e com tranqüilidade a presença desses participantes
dos eventos ou turistas, os quais vêm a passeio,
negócios ou simplesmente para as compras. Por exemplo,
inexistem pontos de parada ou estacionamentos adequados
para os 6.000 ônibus de fretamento que circulam
na Capital no período de festas, como aponta Regina
Rocha, diretora-executiva da FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento
do Estado de São Paulo.
“A cidade é carente de pontos
de embarque e desembarque para os turistas que utilizam
os ônibus por fretamento, seja nos locais de eventos
e compras ou ainda nos museus e nos centros de exposições.
A modalidade merece mais atenção devido
à sua importância para o escoamento do trânsito,
pois é sabido que um ônibus por fretamento
retira 19 automóveis particulares das ruas, ainda
mais quando há a realização de grandes
eventos ou de muita visitação em centros
de exposições”, explica Regina Rocha,
turismóloga e advogada.
“As paradas e estacionamentos destinados
a ônibus de fretamento, próximos a museus
e parques, centro de exposições e outros
locais destinados à visitação pública,
facilitariam o embarque e desembarque dos turistas que
fazem uso do serviço”, complementa Regina.
Segundo Toni Sando, pode ser até
uma falta de planejamento estrutural dos centros destinados
aos eventos. Faz-se necessária a reorganização
do espaço público. De acordo com o superintendente
da SPCV, é preciso rever as atuais alternativas.
“Em boa parte da situação não
existem paradas para o transporte coletivo, seja ele público
ou privado, e o poder público precisa trabalhar
nesse sentido. Não houve um planejamento na construção
dos locais de visitação para o uso dos ônibus
e com isso há necessidade de repensar o modelo.
Eu analiso de forma preocupante, uma cidade que busca
novos visitantes, precisa oferecer mais comodidade para
eles.”
Sando e Rocha partilham do pensamento
sobre a criação de mais bolsões para
fretados nos centros comerciais. “Os bolsões
são sempre bem-vindos e seria ideal para São
Paulo.”, afirma Sando.
“Muitas pessoas vão até
os centros comerciais fazendo uso dos ônibus de
fretamento, vindos de outras cidades e de outros estados.
A construção de bolsões beneficiaria
o turista, que teria mais conforto e segurança,
e até os comerciantes, pois o conforto garante
o retorno dos compradores. Além de trazer conforto
à população, faria com que o trânsito
local fluísse melhor”, reflete Regina.