Neste ano,
para melhor atender as 60 crianças e adolescentes
abrigadas, o Lar Escola Cairbar Schutel espera ampliar o
número de voluntários. De acordo com Haércio
Suguimoto, presidente da entidade, este é um ponto
que precisa melhorar em 2009.
“Precisamos incrementar o número
de voluntários de nossa instituição,
em todos os setores, seja junto às crianças
e adolescentes nas atividades de recreação
ou reforço escolar; seja nas atividades do departamento
de promoção para ajudar a separar o grande
número de doações que nos são
encaminhadas diariamente, seja na confecção
dos trabalhos artesanais de nossas equipes da melhor idade,
seja ajudando na montagem e desmontagem de nossos eventos
tais como bazares e almoços beneficentes”,
explica.
Segundo Haércio, a principal
preocupação do LECS em curto prazo é
atingir a excelência no atendimento de crianças
e adolescentes, agora instalados em três casas-modelo.
“Este trabalho não implica apenas em dar
às crianças as condições necessárias
para se desenvolverem física, mental e espiritualmente,
mas também auxiliar para que a família de
origem das crianças se equilibre e volte a ter
condições de recebê-las novamente
ou, não sendo possível, prepará-las
para se adaptar a uma família substituta, sempre
sob a supervisão das Varas da Infância e
da Adolescência de São Paulo”.
De acordo com Suguimoto, no ano passado,
a verba arrecadada pela instituição foi
suficiente para atender toda a programação
estabelecida, mas para a montagem das casas-modelo, a
entidade teve dificuldades para cobrir as despesas. Para
2009, além de realizar os tradicionais bazares,
almoços e a campanha do “Tio Herói”
- hoje com 500 associados -, o LECS irá buscar
parcerias com empresas voluntárias, por meio da
aprovação de projetos de aperfeiçoamento
do atendimento dos abrigados.
Haércio diz ainda que com
a crise econômica, a entidade sentiu alterações
nas parcerias com as empresas voluntárias. “Ocorreram
mudanças e estamos nos preparando para outras mais
no decorrer deste ano. Importantes parcerias já
foram cortadas ou diminuídas e, em tempos de crise,
os primeiros gastos que são cortados ligam-se à
caridade, que não deveria ser encarada como supérfluo,
pois vidas dependem desse ato de amor das pessoas”,
complementa.
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