Nos últimos anos, com as transformações socioeconômicas o conceito de responsabilidade social tem ganhado espaço e se tornado um dos pilares para sobrevivência de muitas entidades. O empresariado tem notado a importância de sua participação para minimizar os problemas que afetam a sociedade em geral.
Hoje, para crescer, a empresa não pode visar somente o lucro, é preciso inovar e adotar atitudes que possam gerar soluções para os graves problemas sociais existentes. A responsabilidade social é uma atividade a ser realizada por todos os indivíduos dentro das empresas.
Instituições como o Lar Escola Cairbar Schutel (LECS) nasceram da vontade de pessoas comuns, as quais, conscientes de suas responsabilidades com a sociedade, resolveram fazer a diferença com as próprias mãos.
Criado há 46 anos, o LECS atende 60 crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, em situação de risco social. A instituição propicia a seus abrigados todas condições possíveis para se desenvolver física, mental e espiritualmente. “Além de moradia, no Lar esses jovens recebem alimentação, educação, cuidados médicos, psicológicos e ensinamentos morais para se tornar cidadãos”, explica Haércio Suguimoto, voluntário e presidente do LECS.
As crianças são encaminhadas ao Lar Escola Cairbar Schutel pelas Varas da Infância e Juventude da Capital, por diversos motivos, como: por abandono, por sofrer abuso sexual ou maus tratos e até mesmo porque os pais não têm condições de criá-los. “No Lar, eles têm a oportunidade de traçar uma nova história de vida”, sugere Suguimoto.
Segundo ele, o objetivo da entidade é atender com excelência essas crianças e auxiliar para que as famílias das quais originam possam recebê-las novamente ou não sendo possível, prepará-las para se adaptar a uma família substituta em caso de adoção. “As crianças devem passar o mínimo de tempo possível longe do núcleo familiar. Para elas é muito melhor estar com os pais. Se uma família está vivendo em um barraco, em que o teto está quase caindo, nós arrumamos essa moradia para que a criança possa voltar o mais rápido para o convívio familiar”, complementa.
A entidade sobrevive de ações dos voluntários e de doações de empresas parceiras. Ao longo dos anos, campanhas e bazares foram criados para aumentar a renda da instituição, que é revertida em prol dos assistidos. “Trabalhar para que muitas crianças e jovens tenham uma melhor condição de vida e se preparem para um futuro mais digno é uma forma de responsabilidade social”, finaliza Suguimoto.
Novos voluntários que desejem colaborar com as atividades da instituição podem entrar em contato pelo telefone: (11) 3742-0516, ou acessar o site www.caibarschutel.org .