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pesquisa “Estudo sobre Ônibus Fretados”,
feita pelo Instituto LPM - Levantamentos e Pesquisas
de Marketing entrevistou 500 usuários do serviço
de fretamento em São Paulo. O objetivo foi verificar
o impacto da utilização da modalidade de
transporte na cidade e na vida dos usuários. A
conclusão é que 1 ônibus de fretamento
pode retirar até 19 carros da rua. Boa notícia
para quem dirige no trânsito caótico da
região metropolitana: basta trocar o transporte
individual na hora de ir e vir do trabalho pelo conforto
de um ônibus fretado. Seiscentas mil pessoas já usam
o serviço diariamente.
Para
Silvio Tamelini, presidente da FRESP - Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento
do Estado de São Paulo e do Transfretur - Sindicato
das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo
de São Paulo, os resultados do estudo só vieram
para reafirmar a importância do serviço
para os grandes centros urbanos. “Já trabalhávamos
com o índice de que 1 ônibus por fretamento
retirava 15 carros da rua. Posteriormente, começaram
a surgir especulações, devido ao tamanho
dos ônibus usados nas operações,
que eles poderiam retirar até 19 carros de circulação.
Hipótese que foi confirmada neste estudo feito
em conjunto com a LPM”, revela.
A
comprovação ocorre pelo número
de usuários dos ônibus fretados que possuem
carteira de habilitação. Do universo das
500 pessoas entrevistadas, 86% delas afirmam que são
portadores da CNH (Carteira Nacional de Habilitação)
e 75% são proprietários de veículos
automotores. “É a prova de nossa contribuição
para o escoamento do trânsito”, garante.
No
estudo aponta que 59% dos usuários moram em
São Paulo e que 41% têm moradia fixa fora
do município. O percentual ressalta como o serviço
de fretamento oriundo de outros municípios contribui
para trazer a mão-de-obra para as empresas e escritórios
espalhados na região metropolitana. “Essas
pessoas certamente teriam que combinar diversos modos
de transporte - como ônibus, metrô e trens
- para chegar ao seu destino, o que, no entanto, seria
mais exaustivo, demorado e reduziria produtividade no
trabalho”, complementa Tamelini.
Além da retirada dos carros de passeio das ruas
e contribuir para o meio ambiente, a utilização
dos ônibus por fretamento traz outro benefício:
conforto aos usuários e para a qualidade de vida.
Das 500 pessoas entrevistadas, 97% acreditam que com
o fretado a viagem é menos cansativa e 95% citaram
que é mais confortável. “Cansadas
do dia-a-dia estressante, as pessoas buscam mais conforto
e ônibus de fretamento oferece isso a elas, que
se traduz no final em qualidade de vida. Quem estará mais
disposta? A pessoa que faz uso do carro de passeio e
dirigirá por mais de 2 horas ou aquela que usufrui
de lazer no trajeto casa/trabalho, trabalho/casa?”,
indaga.
Para
o presidente da FRESP e do Transfretur, a inexistência
do serviço acarretaria a superlotação
dos transportes públicos e até inviabilizaria
a operação de trânsito em determinados
pontos da cidade. “Outra hipótese é que
na falta do automóvel, os usuários do fretamento
migrariam para o transporte público, mas se este
já apresenta sintomas de esgotamento, como ficariam
os usuários. No Metrô de São Paulo,
cada metro quadrado é dividido, em média,
por 9 usuários”, reflete.
É o caso da avenida Berrini, na zona Sul da Capital.
Mesmo com o serviço de ônibus fretados,
tem apresentado muitos congestionamentos, pois ainda
há muitos carros em circulação.
Com a ausência de estacionamentos ou a cobrança
de preços abusivos na região, os trabalhadores,
que ainda desafiam ir de carro, têm que chegar
muito cedo para segurar uma vaga.
A
solução de curto prazo é o incentivo
ao transporte por fretamento pelas empresas e até por
grupo de pessoas oriundas da mesma região, para
que esses continuem a retirar carros das ruas.