TRANSPORTE COLETIVO: SINÔNIMO DE SEGURANÇA


 
 
17/04/2009 Por Regina Rocha e Silvio Tamelini*.
 
 
 
 
campinas
 
A dinâmica de negócios da cidade de Campinas fez com que a 
 modalidade de transporte de passageiros por fretamento se
 estabelecesse.

A região metropolitana de Campinas tem destaque no cenário econômico nacional. Seu desenvolvimento teve início com as fazendas de cana-de-açúcar, com as plantações de café e ainda com a construção de ferrovias. Hoje a região é fortemente representada por empresas dos ramos de tecnologia da informação, de prestação de serviços e educação. A sua população corresponde a 6,31% do Estado de São Paulo, cerca de 2,33 milhões de habitantes.

A nova dinâmica de negócios fez com que ali se estabelecesse também a modalidade de transporte de passageiros por fretamento, para que os colaboradores das empresas, instaladas na região, pudessem ser transportados em horários diferenciados, como no período noturno, e também para que fossem levados das suas casas ao trabalho e vice-versa com mais tranquilidade.

Hoje a atividade de transporte por fretamento, na região de Campinas, já conta com mais de 100 empresas e atende mais de 200 mil passageiros ao dia, segundo informações do Sindicato das Empresas de Transportes  de  Passageiros  por  Fretamento  de  Campinas  e  Região (Sinfrecar).

Proposta comum ao objetivo dos transportes coletivos, a modalidade fretamento em Campinas e Região promove o deslocamento de pessoas ao trabalho, às escolas, em passeio turísticos e em atividades diversas. Por isso, deve garantir que os usuários cheguem com segurança aos seus destinos.

Mas como em quase todos os setores, seja de prestação de serviços ou de produtos, nos últimos anos, também tem sido alvo de atividades clandestinas. Empresas ou veículos que realizam o transporte de passageiros de forma ilegal proliferam a cada dia.

No entanto, explorar qualquer atividade de serviço de forma irregular, sem as prévias inspeções e autorizações necessárias à operação é danoso para a sociedade.  A clandestinidade está presente em vários setores da sociedade brasileira, há a pirataria de CDs e DVDs, de roupas, de calçados e de equipamentos eletro-eletrônicos. Quando nos deparamos com um produto clandestino em uma banca, o que nos vem à mente é que não tem qualidade e que ao levá-lo para casa teremos nossos aparelhos de som e de DVD danificados. 

No caso do transporte, o prejuízo não é apenas dos empresários regulamentados, mas também da população que opta por ele, seja pelo simples desconhecimento da situação ou ainda por julgar-se beneficiado pelos valores mais em conta cobrados por esses ilegais.  

Será que esses valores inferiores oferecidos a população não é devido a falta de uma manutenção correta e ainda pelo desrespeito ao regime de contratação e treinamento dos motoristas e outros funcionários. Cuidados, que garantem um bom desempenho dos ônibus nas estradas, como a troca de pneus, de óleo e até os reparos mecânicos que podem deixar de serem providenciados. Não investir em treinamentos da mão-de-obra é não capacitar os motoristas para transportar, com segurança e destreza, as - em média - 45 vidas sob sua responsabilidade. 

É de fato preocupante a situação dos usuários do serviço clandestino, eles expõem suas vidas a condições duvidosas de transporte. Se possivelmente não há a manutenção e profissionais treinados na direção desses veículos, nada vai garantir que os passageiros chegarão aos seus destinos de forma confortável e em segurança. E transporte coletivo público ou privado, deve obrigatoriamente, ser sinônimo disso. 

O fato é alarmante e na sua grande maioria, quando ocorrem, as manutenções desses veículos são realizadas em postos de gasolina ou em locais que não detêm condições para tal. Além disso, os ônibus não são registrados nos órgãos competentes, fator determinante para sua circulação.  

Colocar um fim no transporte clandestino depende do usuário, das autoridades e dos contratantes, que devem se preocupar em contratar empresas regulamentadas, fiscalizadas. Só assim será possível tirar das ruas essas aberrações e contribuir para a segurança de todos.

 

* Regina Rocha, é advogada, bacharel em turismo e diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Fretamento do Estado de São Paulo. 

* Silvio Tamelini é formado em Relações Públicas e Administração, empresário no ramo de transporte de passageiros, presidente da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (www.fresp.org.br) e do Transfretur – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e para Turismo de São Paulo e Região.

E-mail: linkfresp@linkportal.com.br, site: (www.fresp.org.br). 

 


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atualizado em: 02/01/2008