Para muitos trabalhadores os feriados funcionam como pequenas férias. Para escapar do cansaço diário, devido ao trabalho e aos estudos, alguns recorrem ao campo, às cidades interioranas e ao litoral. Dando início àquela rotina que todo viajante de feriado já conhece: longos congestionamentos, longas filas, somente para ter dois ou três dias de descanso. No retorno tudo se repete.
É comum nos feriados a formação de grupos de 30 ou 40 pessoas, são as chamadas excursões. Organizadas em sua grande maioria, por associações de amigos e parentes ou até por agências de viagens.
À mercê desses grupos de pessoas, que na verdade tornam-se vítimas, estão as transportadoras ilegais de passageiros, explica a advogada Regina Rocha, diretora-executiva da FRESP. “Diariamente nas cidades e rodovias de São Paulo vemos a circulação do transporte clandestino de passageiros. A atividade ilícita tende a ser intensificada nos feriados prolongados. E é um período que as pessoas devem ter mais atenção ao contratar uma transportadora de passageiros, observar as licenças de circulação, analisar o contrato, e saber informações sobre o motorista que conduzirá o veículo”, comenta a advogada.
O transporte irregular ou clandestino de passageiros é realizado com vans, ônibus, micro-ônibus e com os veículos destinados apenas ao transporte de estudantes. O problema já é comum em todo o Brasil. Em 2008, houve um caso que chocou todo o interior de São Paulo: a morte de uma criança atropelada por um ônibus que perdeu o freio. “Necessitamos de mais atenção dos policiais rodoviários e dos órgãos responsáveis pelo trânsito e transporte para que problemas como este sejam evitados e danos maiores evitados.”
As irregularidades no transporte de passageiros aflige vários estados do Brasil, sendo comum as apreensões de veículos pelas agencias reguladoras e pelos fiscais, no entanto, não findam a situação. Tamelini, presidente da FRESP, colocar um fim na clandestinidade depende de ações mais expressivas. “A fiscalização mais ofensiva inibiria a atividade dessas transportadoras, elas deixariam de operar. A opção para a população seria apenas as empresas legalizadas.”
“Vivemos numa condição tão preocupante do transporte, pois temos até carros de passeio que agem clandestinamente transportando pessoas. A população utiliza o transporte clandestino por hábito e acredita receber benéfico, devido aos valores cobrados mais em conta, no entanto esquecem das boas condições, como manutenção e motoristas treinados para realizar a operação com segurança.”
Serviço:
No site da FRESP (www.fresp.org.br) ou pelo telefone: 0800-773-2060, o cidadão pode retirar informações sobre as empresas regularizadas no Estado de São Paulo.