Com a aprovação do Projeto de Lei 530/08, na próxima terça (26), que trata da Política de Clima e Meio Ambiente, que além da criação de políticas para a melhoria do meio ambiente, prevê também a construção de bolsões de estacionamento nas estações de Metrô e da CPTM para que os ônibus de fretamento realizem o desembarque dos passageiros, sem cruzar a cidade, resultará em desemprego e mais trânsito em São Paulo, segundo o Transfretur - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento para Turismo.
“Onze mil pessoas desempregadas e cerca de 70% das empresas de transporte por fretamento serão extintas, este é o saldo da aprovação do PL 530/08. Será o fim do fretamento na cidade. Usuários, empresários e a população serão atingidos negativamente. Teremos mais carros nas ruas”, comenta Jorge Miguel dos Santos, diretor-executivo do Transfretur.
Para Álvaro Carlos Magalhães, diretor do Sindifretur - Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e Turismo da Grande São Paulo, um dos maiores problemas é o desemprego gerado e a incoerência de um projeto de lei voltado às políticas de Meio Ambiente analisar o fretamento. “Defendemos o emprego da categoria e vamos à Câmara Municipal de São Paulo, contamos com a participação de 3 mil pessoas entre empregados e empresários da categoria para evitar que a PL seja aprovada nessas bases, pois ocasionará o desemprego. Dessa forma, nós somos contra o projeto”, desabafa Magalhães.
O fretamento em São Paulo é responsável pelo transporte de 600 mil pessoas diariamente na cidade e ainda retira 19 carros de circulação, segundo pesquisa realizada pelo Instituto LPM - Levantamentos e Pesquisas de Marketing. “Não cabe uma lei de meio ambiente discutir o transporte por fretamento, que contribui com a retirada de cerca de 20 carros da rua para cada ônibus rodando e consequentemente para a melhoria do meio ambiente, há incoerências no texto”, complementa Magalhães.
O diretor do Transfretur defende que sejam criados bolsões de estacionamento para incentivar as pessoas a deixarem seus carros ao longo das estações do Metrô e CPTM. “Dessa forma, os motoristas completarão suas viagens com o serviço de fretamento ou com transporte público. Essa medida sim trará resultados mais positivos à população, do que a extinção do fretamento na cidade”, finaliza Jorge Miguel dos Santos.