Uma das principais propostas do Transfretur
diz respeito à exigência
de qualificação das empresas
prestadoras do serviço de fretamento,
tais como: “contrato social registrado;
prova de capital integralizado equivalente
ao custo de 4 micro-ônibus de 10
anos; comprovante de propriedade de quatro
ônibus ou micro-ônibus; entre
outras.
“Se o Projeto de Lei for aprovado
do jeito que está, autorizará
qualquer tipo de empresa a atuar no setor
de fretamento; ao contrário do
que ocorria antes da portaria da Prefeitura”,
afirma Jorge Miguel dos Santos,
diretor-executivo do Transfretur.
“A organização do
transporte de passageiros em São
Paulo é uma antiga reivindicação
do nosso Sindicato. No entanto, se a lei
for feita às pressas, pode ter
o efeito contrário do pretendido”,
completa.
Documento do Transfretur, encaminhado
hoje à Sub-Comissão sobre
Transporte de Fretamento da Comissão
de Transportes da Câmara dos Vereadores,
contém, ainda, as seguintes propostas
(a serem consideradas na elaboração
do substitutivo do Projeto de Lei):
Distinção entre fretamento
contínuo e eventual;
Constituição de “Comissão
de Transporte Coletivo Privado”,
a ser composta por representantes do Poder
Público; entidades de classe patronal
do setor de fretamento; usuários;
e Câmara dos Vereadores, nos moldes
da comissão existente nas esferas
estadual e metropolitana (Artesp e Emtu);
Estabelecer horário de aplicação
das limitações na ZMRF igual
ao do horário do rodízio
de carros de passeio, atualmente em vigência
na cidade;
Retirar do projeto a exigência
de estacionamento nos locais de embarque
e desembarque de passageiros (o que inviabilizaria
o serviço), e substituí-la
pela obrigatoriedade do estabelecimento
de local para o embarque e desembarque
de passageiros, adequado e autorizado
pela SMT; entre outras
TRANSFRETUR (www.transfretur.org.br)
Fundado há 15 anos, o Sindicato
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento para Turismo da região
metropolitana de São Paulo
(Transfretur) iniciou suas atividades
congregando 49 empresas; atualmente são
100 empresas associadas.
O objetivo é divulgar a importância
do segmento e concomitantemente formar
os empresários associados no sentido
da profissionalização e
da busca da qualidade cada vez maior na
prestação de serviço,
compreendendo a importância e implementando
cursos que atinjam também os funcionários,
credenciando as empresas à disputa
de um mercado mais competitivo e exigente
em relação ao padrão
dos ônibus e também à
condução destes pelos motoristas.
Por meio da inserção em
várias instâncias de debate
sobre o transporte coletivo entidades
públicas têm tomado conhecimento
da realidade do segmento e percebido o
ônibus fretado como alternativa
viável ao transtorno gerado pela,
cotidianamente, maior utilização
do veículo particular e dos inúmeros
congestionamentos – praticamente
- incorporados à vida dos paulistas
e paulistanos.
A entidade é ligada à FRESP
– Federação das Empresas
de Transportes de Passageiros por Fretamento
do Estado de São Paulo.
História, Desenvolvimento e Mercado:
O serviço de transporte por fretamento
teve início na década de
50, em São Bernardo do Campo/SP,
no período de industrialização,
diante da falta de oferta adequada de
transporte público para as regiões
industriais.
Objetivo: transportar os colaboradores
das grandes empresas que se instalavam
na região e que operavam em período
diferenciado, como o noturno ou quando
o serviço de transporte público
não alcançava essas regiões.
Estima-se que o serviço transporta
mais de 600 mil pessoas por dia na grande
São Paulo, movimentando anualmente
R$ 3,2 bilhões.
Responsável por gerar mais de 20
mil postos de trabalho diretos no Estado
e mais 50 mil indiretos.
No Estado existem mais de 10 mil veículos
de fretamento e no Brasil 4.900 empresas.
Cerca de 30% das empresas com mais de
100 colaboradores. A maioria das empresas
trabalha 24 horas/dia.
Consumo de diesel 150 milhões de
litros/ano
Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São
Paulo
Entidade sindical de grau superior, a FRESP foi criada em 1994, com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento.
A FRESP congrega 7 sindicatos regionais, que por sua vez têm 380 empresas associadas. São eles: SETFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Sorocaba e Região; SINFRECAR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região; SINFREPASS - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Ribeirão Preto; SINFRESAN - Sindicato das Empresas de Passageiros por Fretamento de Santos; SINFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo; SINFREVALE - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento da Região do Vale do Paraíba e TRANSFRETUR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo.
No Estado de São Paulo existem 10 mil veículos de fretamento e no Brasil 4.900 empresas de fretamento são cadastradas junto à ANTT para viagens interestaduais e internacionais. O setor movimenta cerca de R$ 3,2 bilhões anuais.