O substitutivo ao Projeto de Lei 512,
que trata da nova regulamentação
ao serviço de transporte de passageiros
por fretamento dentro do município
de São Paulo, deve ser votado,
finalmente, nesta semana.
Em pouco mais de duas semanas, a Câmara
Municipal de Vereadores do Município
de São Paulo deu um exemplo de
democracia ao promover audiências
públicas com empresários,
usuários, poder público
e interessados no serviço de fretamento
e preparar um substitutivo que atenda
todos os interesses e legislar sobre a
questão.
Governistas e opositores, todos os vereadores,
de alguma forma, contribuíram para
que se colocasse um termo nas restrições
impostas aos fretados pela Prefeitura,
que nas palavras do vereador Ítalo
Cardoso (PT) só teriam sentido
“se tivéssemos em São
Paulo, um transporte público de
qualidade. Como não temos, o fretamento
é muito bem-vindo à cidade”.
“A maioria das reivindicações
estão muito próximas de
uma solução”, ressaltou
o vereador Ricardo Teixeira (PSDB). O
vereador Goulart (PMDB) quer a criação
do serviço de city tour em São
Paulo. Já o vereador Jamil Murad
(PC do B) deseja que o substitutivo contemple
usuários, empreendedores e poder
público. “A legislação
deve permitir a atividade e não
restringi-la. O resultado da Portaria
está sendo drástico para
empreendedores e usuários”,
alegou. Nesta segunda (17), Murad e o
vereador Netinho (PC do B) promovem o
seminário “Democratização
da Cidade e Mobilidade Urbana”,
na Câmara, para discutir com técnicos
e especialistas as alternativas para o
sistema viário da cidade.
A vereadora Marta Costa (DEM) revela
que o substitutivo “será
do agrado de todos”. E o vereador
Alfredinho (PT) acredita que a Portaria
foi precipitada e causadora da confusão
que aconteceu nos últimos dias.
“Impossível viver sem fretado
na cidade”, avaliou.
A audiência pública, realizada
no sábado, recebeu várias
propostas de alterações
ao PL 512. Essas devem ser analisadas
até quarta-feira, quando a Câmara
se reúne novamente para a votação
do substitutivo.
O Transfretur, sindicato
que representa os empresários da
categoria, apresentou as seguintes reivindicações
à nova lei:
A formação de uma comissão
de Transporte Coletivo Privado, a ser
composta por representantes do Poder Público,
entidades representativas do setor de
fretamento, usuários e Câmara
dos Vereadores, nos moldes da comissão
existente nas esferas estadual e metropolitana
(Artesp e EMTU);
Alteração no horário
de aplicação das limitações
na ZMRF deixando-o igual ao do rodízio
de carros de passeio, atualmente em vigência
na cidade;
Desobrigação da exigência
de estacionamento nos locais de embarque
e desembarque de passageiros;
Obrigatoriedade de locais adequados para
o embarque e desembarque de passageiros,
na vias públicas, autorizados pela
Prefeitura.
TRANSFRETUR (www.transfretur.org.br)
Fundado há 15 anos, o Sindicato
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento para Turismo da região
metropolitana de São Paulo
(Transfretur) iniciou suas atividades
congregando 49 empresas; atualmente são
100 empresas associadas.
O objetivo é divulgar a importância
do segmento e concomitantemente formar
os empresários associados no sentido
da profissionalização e
da busca da qualidade cada vez maior na
prestação de serviço,
compreendendo a importância e implementando
cursos que atinjam também os funcionários,
credenciando as empresas à disputa
de um mercado mais competitivo e exigente
em relação ao padrão
dos ônibus e também à
condução destes pelos motoristas.
Por meio da inserção em
várias instâncias de debate
sobre o transporte coletivo entidades
públicas têm tomado conhecimento
da realidade do segmento e percebido o
ônibus fretado como alternativa
viável ao transtorno gerado pela,
cotidianamente, maior utilização
do veículo particular e dos inúmeros
congestionamentos – praticamente
- incorporados à vida dos paulistas
e paulistanos.
A entidade é ligada à FRESP
– Federação das Empresas
de Transportes de Passageiros por Fretamento
do Estado de São Paulo.
História, Desenvolvimento e Mercado:
O serviço de transporte por fretamento
teve início na década de
50, em São Bernardo do Campo/SP,
no período de industrialização,
diante da falta de oferta adequada de
transporte público para as regiões
industriais.
Objetivo: transportar os colaboradores
das grandes empresas que se instalavam
na região e que operavam em período
diferenciado, como o noturno ou quando
o serviço de transporte público
não alcançava essas regiões.
Estima-se que o serviço transporta
mais de 600 mil pessoas por dia na grande
São Paulo, movimentando anualmente
R$ 3,2 bilhões.
Responsável por gerar mais de 20
mil postos de trabalho diretos no Estado
e mais 50 mil indiretos.
No Estado existem mais de 10 mil veículos
de fretamento e no Brasil 4.900 empresas.
Cerca de 30% das empresas com mais de
100 colaboradores. A maioria das empresas
trabalha 24 horas/dia.
Consumo de diesel 150 milhões de
litros/ano
Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros
por Fretamento do Estado de São
Paulo
Entidade sindical de grau superior, a FRESP foi criada em 1994, com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento.
A FRESP congrega 7 sindicatos regionais, que por sua vez têm 380 empresas associadas. São eles: SETFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Sorocaba e Região; SINFRECAR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região; SINFREPASS - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Ribeirão Preto; SINFRESAN - Sindicato das Empresas de Passageiros por Fretamento de Santos; SINFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo; SINFREVALE - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento da Região do Vale do Paraíba e TRANSFRETUR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo.
No Estado de São Paulo existem 10 mil veículos de fretamento e no Brasil 4.900 empresas de fretamento são cadastradas junto à ANTT para viagens interestaduais e internacionais. O setor movimenta cerca de R$ 3,2 bilhões anuais.