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O voluntário dedica
parte do seu tempo para ajudar
outras pessoas, com o objetivo
de diminuir os problemas sociais
do País.
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No Brasil cerca de 25 milhões de
pessoas mostram o desejo de ser voluntários,
mas não sabem por onde começar.
Mesmo com a existência de mais de
14.000 entidades filantrópicas cadastradas
no País, segundo dados do Conselho
Nacional de Assistência Social (CNAS),
a maioria dos candidatos ao voluntariado
ainda encontra dificuldade para se adaptar
a uma atividade sem fins lucrativos.
Para Haércio Suguimoto, presidente
do Lar Escola Cairbar Schutel (LECS)
e voluntário há mais de 20
anos, o voluntariado é essencial
nas atividades assistenciais das entidades.
No LECS, a figura do voluntário é
fundamental complementando o atendimento
das técnicas e educadoras que cuidam
das crianças ou na organização
de eventos que visam suprir as altas despesas
de 3 abrigos com 20 crianças cada,
como os bazares e almoços. Com isso,
dá possibilidades à Instituição
de aperfeiçoar continuamente seu
trabalho junto às crianças
e adolescentes em situação
de risco social.
“Por terem um histórico de
sofrimento com a família, as crianças
do Lar precisam de um acompanhamento personalizado.
Por isso é importante ter o voluntário
ao lado delas. Seu perfil se diferencia
dos profissionais contratados por ser um
trabalho guiado fundamentalmente pelo amor,
e de fato representa um aprendizado de amor
ao próximo”, explica.
Segundo Suguimoto, mesmo com 100 voluntários
e 59 funcionários que cuidam das
60 crianças abrigadas em três
casas, ainda é necessário
ampliar o quadro de pessoas para as atividades
realizadas no LECS. “São
24 horas de atividades ininterruptas em
dois turnos distintos, então o número
de pessoas por tarefa é duplicado”,
esclarece.
Os motivos que levam os brasileiros a procurar
o trabalho voluntário é acreditar
na melhora dos problemas sociais do País,
além de elevar a autoestima e sentir-se
útil. Esse é o caso de Rubens
Alfredo Brandli, de 64 anos que sofreu infarto
e aneurisma e foi obrigado a se aposentar.
Com o incentivo da esposa, conheceu o Lar
Escola Cairbar Schutel, e há
três anos vai três vezes por
semana na entidade. No abrigo, Rubens acompanha
quatro crianças, entre 8 a 9 anos,
em atividades lúdicas e nas tarefas
escolares.
Já Marli de Araújo Tassinari,
voluntária do Lar Escola
há 10 anos, conheceu o trabalho da
entidade por meio da indicação
de um Juizado de Menores. Para ela, o trabalho
voluntário é gratificante,
pois é uma troca com as crianças
do Lar que necessitam de carinho para suprir
a ausência dos pais. Um fato marcante
no abrigo foi a adoção de
um menino com quem tinha forte ligação.
“Quando conheci a pessoa que ia adotar
João (nome fictício), fiquei
preocupada, pois ela queria substituir o
filho e o marido mortos. Depois fiquei sabendo
que ela devolveu a criança, fiquei
aflita, tentei contato para que o menino
voltasse ao Lar, mas não consegui”,
lamenta.
Ser voluntário é um gesto
de solidariedade que traz benefícios
tanto para a criança quanto para
quem o pratica. Com o desenvolvimento pessoal
e profissional, aumento do círculo
de amizades, fortalece novas potencialidades
e espírito de trabalho em equipe.
Já para a criança significa
o carinho e atenção que não
tiveram da família biológica.
“Ser voluntária é um
gesto de carinho e troca, que não
tem preço”, afirma Tassinari.
www.cairbarschutel.org
Fundada em 17 de janeiro de 1963, a instituição
possui capacidade para atender gratuitamente
60 crianças – meninos e meninas,
de 0 a 18 anos, em situação
de risco social.
Desde sua fundação, a entidade
já acompanhou a vida de 529 crianças.
Dessas, 434 retornaram para o seu lar de
origem, 68 foram adotadas internacionalmente
e 27 foram adotadas no Brasil.
Seu objetivo é ser uma instituição
beneficente reconhecida como centro de referência
em administração do Terceiro
Setor, oferecendo lar, educação,
cuidados médicos, alimentação
e ensinamentos morais para formar cidadãos
conscientes de seus direitos e deveres.
Os pilares que baseiam a entidade são:
cidadania, ética, integridade e honestidade
para com toda a sociedade, união,
fraternidade, humildade e fé raciocinada.
Visite:
Rua Francisco Preto, 213 – Vila Morse
– São Paulo. Fone: (11) 3742-0516
Assessoria
de Imprensa voluntária: Link Portal
da Comunicação
www.linkportal.com.br
Jornalista
responsável: Clarice Pereira (MTb
15.778)
Fone:
(11) 3034-1155