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OPINIÃO
TRANSPORTE COLETIVO É SUSTENTÁVEL
por Regina Rocha*
24/09/2009
Regina Rocha é diretora executiva da FRESP  
Atualmente as empresas que desejam permanecer no mercado aderiram à postura de ser sustentável. Dessa maneira, passaram a ter uma visão de como serem economicamente rentáveis, e como suas ações ou métodos de trabalho não interfiram no meio ambiente. Ser sustentável hoje implica em diversos fatores, como o reuso da água, evitar o desperdício de materiais necessários à produção, dentre outros.

É de suma importância ensinar os profissionais a ter ações sustentáveis, consideradas até como politicamente corretas. Procedimentos que podem ser adotados tanto no trabalho e também nas atividades externas ou pessoais, como a diminuição do uso do carro de passeio. E para ‘retirar’ esse funcionário do seu veículo, a opção mais vantajosa e atrativa é oferecer o transporte por fretamento, tendo em vista o conforto que a modalidade oferece aos usuários.

Londres teve o seu primeiro metrô construído em 1863 e hoje realiza cobrança de pedágios para inibir o uso de carros de passeio. O desenvolvimento do transporte, naquela cidade, é notavelmente superior ao brasileiro: conta com uma malha excelente e os moradores pagam pedágio, caso utilizem os carros no centro da cidade.

Já nas grandes capitais brasileiras a diferença é muito grande, temos dificuldades de verbas públicas e então para que haja uma melhora no trânsito, as ações, de certo modo, devem partir da iniciativa privada. Para começar, as empresas devem oferecer o transporte coletivo aos funcionários.

O uso do transporte coletivo pode ser considerado como uma forma de inibir gastos excessivos das corporações. Os empresários que optam pela contratação do fretamento, e colocam 44 colaboradores dentro de um ônibus, retiram automaticamente 20 carros de circulação. O que faz o fluxo de trânsito diminuir nas ruas. Isso surte um efeito em cascata, pois quando uma empresa realiza as entregas de seus produtos, devido ao trânsito, ela acaba gastando mais combustível. Com a fluidez do trânsito suas entregas serão mais rápidas, o custo do frete diminui, o seu funcionário terá mais conforto e a empresa contribuirá para o meio ambiente.

São análises minuciosas que traduzem até que ponto estas empresas são sustentáveis. Se de um lado, desenvolve com excelência as suas atividades sociais com o replantio de árvores e com o reuso de água. Do outro, está o seu colaborador indo para o trabalho com um carro de motor 1.0 e com combustível custeado por ela mesma. E esta empresa terá que plantar cerca de 12 árvores, por ano, para compensar o estrago que seu colaborador fez ao meio ambiente.

*Regina Rocha é advogada, bacharel em turismo e diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo. www.fresp.org.br; e-mail: linkfresp@linkportal.com

Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo
 

Entidade sindical de grau superior, a FRESP foi criada em 1994, com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento.

A FRESP congrega 7 sindicatos regionais, que por sua vez têm 380 empresas associadas. São eles: SETFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Sorocaba e Região; SINFRECAR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região; SINFREPASS - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Ribeirão Preto; SINFRESAN - Sindicato das Empresas de Passageiros por Fretamento de Santos; SINFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo; SINFREVALE - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento da Região do Vale do Paraíba e TRANSFRETUR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo.

No Estado de São Paulo existem 10 mil veículos de fretamento e no Brasil 4.900 empresas de fretamento são cadastradas junto à ANTT para viagens interestaduais e internacionais. O setor movimenta cerca de R$ 3,2 bilhões anuais.