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TRÂNSITO/TRANSPORTE
RESTRIÇÃO AOS FRETADOS EM SÃO PAULO COMPLETA CEM DIAS
 
06/11/2009 - Nesta sexta (6), a cidade de São Paulo completa cem dias de restrição aos fretados. Até o momento, a implantação da Zona Máxima de Restrição aos Fretados em São Paulo não melhorou a vida do paulistano, ao contrário, o trânsito na cidade continua cada vez mais caótico.
Imagem Divulgação
Restrição a ônibus fretados não diminuiu o trânsito na capital  
O aumento de carros nas ruas era previsto com a criação da ZMRF - Zona Máxima de Restrição aos Fretados, agora as especulações feitas durantes vários meses por dirigentes sindicais, empresários e especialistas em transporte e trânsito se tornaram reais.

Com a implantação da norma, os congestionamentos na cidade de São Paulo atingiram a média de 73 km contra 65 km, no mesmo período do ano anterior, conforme dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

“Prevíamos que ocorreria o aumento de carros em circulação, já que cada ônibus retira 20 veículos das ruas, conforme pesquisas que realizamos em 2007. A constatação é simples, retira o fretado e entra o carro. Boa parte do usuário do fretamento não migra para o transporte público, pois para ele, acima de tudo, está a segurança e a pontualidade”, afirma Jorge Miguel dos Santos, diretor do executivo do Transfretur - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento e para Turismo de São Paulo.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) registrou que a partir de 27 de julho, quando tiveram início as restrições, não foi constatado aumento de usuários. “Com esses dados, pode-se constatar que os ônibus de fretamento contribuíam para o fluxo das ruas da capital, e se bem organizados são os aliados à mobilidade da cidade”, complementa Santos.

As vantagens do auxílio do fretamento no trânsito na cidade de São Paulo são notadas até pelas autoridades, conforme a citação do deputado estadual Orlando Morando: "Essa restrição não teve fundamento. Quem tinha o conforto de um fretado não vai usar trem mesmo. Além disso, quem deixou o fretado passou a andar de carro. O resultado a gente vê todos os dias: são engarrafamentos cada vez mais insuportáveis".

Segundo Jorge Miguel, ainda há muitas questões para serem examinadas pela Prefeitura Municipal de São Paulo. “É preciso uma melhor apuração das condições impostas na restrição e o acréscimo de mais vias com proibição de circulação. Bem como há a questão das multas, muitas vezes, atribuídas erroneamente aos ônibus que tem permissão para circular dentro da ZMRF. O mais importante é ver que a modalidade estava longe de ser o vilão do trânsito”, finaliza o diretor.

Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo
 

Entidade sindical de grau superior, a FRESP foi criada em 1994, com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento.

A FRESP congrega 7 sindicatos regionais, que por sua vez têm 380 empresas associadas. São eles: SETFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Sorocaba e Região; SINFRECAR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região; SINFREPASS - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Ribeirão Preto; SINFRESAN - Sindicato das Empresas de Passageiros por Fretamento de Santos; SINFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo; SINFREVALE - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento da Região do Vale do Paraíba e TRANSFRETUR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo.

No Estado de São Paulo existem 10 mil veículos de fretamento e no Brasil 4.900 empresas de fretamento são cadastradas junto à ANTT para viagens interestaduais e internacionais. O setor movimenta cerca de R$ 3,2 bilhões anuais.