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RECURSOS HUMANOS
 

COLABORADOR COM VIDA SAUDÁVEL RESULTA EM ALTA PRODUTIVIDADE

 
10/11/2009 - Longas jornadas de trabalho e congestionamentos que batem os 200 Km na cidade de São Paulo ocasionam o estresse para os trabalhadores e o absenteísmo, que gira em torno de 3 a 4%. Regina Rocha, diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo analisa que a alteração está ligada ao meio de transporte utilizado.
Imagem Divulgação
Transporte de qualidade é benefício ao colaborador  
Em média a carga horária das empresas é de 8 horas diárias, algumas podem exceder e chegar a 10 horas trabalhadas, se contadas as horas extras. Há casos extremos, como os da saúde, em que os colaboradores ficam à disposição das empresas por até 12 ou 13 horas. Sem contar, que na Era da Informação, o profissional também pode ser encontrado em qualquer lugar fora da organização, seja por telefone ou pela internet.

É certo que as eventuais cobranças profissionais por resultados positivos ocasionam mais estresse ao trabalhador. Para agravar a situação ainda há o trânsito a ser enfrentado na ida e na volta do trabalho. Na cidade de São Paulo, no início de outubro de 2009, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 205 km de congestionamentos. Além de ter que enfrentar os ônibus lotados e o Metrô, este último que transporta mais de 3 bilhões de passageiros e, ainda ter disposição extra para o trabalho.

Os efeitos do trânsito e dos problemas no transporte na vida do trabalhador, segundo Regina Rocha – diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, são extremamente desfavoráveis para o trabalhador e para as empresas contratantes. “O funcionário fica indisposto para as atividades. Não atribuo a falta de vontade desta pessoa para trabalhar, e sim pela simples questão de ter que realizar um trajeto longo, submetido a diversos meios de transporte – trens, metrôs e ônibus, com mais bilhões de usuários. Tudo isso resulta em estresse e faz com que ele desanime".

“Já para as empresas, muitas chegam a perder a mão-de-obra qualificada e preparada. Perde-se um bom funcionário por causa das más condições de transporte ou devido às grandes distâncias a serem percorridas. Um dos requisitos que vejo ultimamente na hora da contratação é morar nas imediações em que a empresa está instalada, os propósitos podem ser determinados por duas razões: custo de despesas com o transporte ou ainda para evitar os atrasos”, analisa a advogada da FRESP.

Além do cansaço para o trabalhador, as consequências para as empresas podem ser mais preocupantes, pois gera o absenteísmo, ou seja, atrasos ou faltas, que somados reduzem muito o tempo que o empregado deve disponibilizar para resolver as suas atividades. Normalmente o percentual de absenteísmo nas grandes empresas gira em torno de 3 a 4%. “Este número pode ser reduzido com a adoção do transporte por fretamento contínuo, modalidade que o funcionário embarca perto de casa e desembarca nas proximidades da empresa. Ele só deixará de ir ao trabalho por razões de extrema necessidade ou pessoais”, complementa Regina, também formada em turismo há 11 anos.

A modalidade de fretamento é responsável por transportar, em média 600 mil pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. Há mais de 50 anos está a serviço de empresas de diversos setores, como o automobilístico, o hospitalar e de prestação de serviços, como os call centers, dentre outros.

Segundo Regina Rocha, com a modalidade no tempo de deslocamento o usuário (funcionário) aproveita para descansar. “Trata-se de dispor de qualidade de vida à pessoa que destina 8 horas ou mais diariamente à empresa, pois ele poderá ler tranquilamente, dormir e conversar. A empresa que oferta a modalidade terá como recompensa uma diminuição de despesas, tanto no transporte e ainda terá a presença do colaborador, nos horários estabelecidos”, supõe a executiva.

A FRESP disponibiliza em seu site (www.fresp.org.br) a lista das empresas do Estado de São Paulo, cadastradas e regularizadas de acordo com os órgãos legisladores de transporte e trânsito e que realizam o transporte por fretamento na modalidade contínuo.

Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo
 

Entidade sindical de grau superior, a FRESP foi criada em 1994, com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento.

A FRESP congrega 7 sindicatos regionais, que por sua vez têm 380 empresas associadas. São eles: SETFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Sorocaba e Região; SINFRECAR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região; SINFREPASS - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Ribeirão Preto; SINFRESAN - Sindicato das Empresas de Passageiros por Fretamento de Santos; SINFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo; SINFREVALE - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento da Região do Vale do Paraíba e TRANSFRETUR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo.

No Estado de São Paulo existem 10 mil veículos de fretamento e no Brasil 4.900 empresas de fretamento são cadastradas junto à ANTT para viagens interestaduais e internacionais. O setor movimenta cerca de R$ 3,2 bilhões anuais.