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| TRANSPORTE/ ECONOMIA | ||
| FRETAMENTO
REGISTRA PERDAS DE 12% EM 2009 |
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30/11/2009 - A FRESP – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo – informa que desde o início da restrição aos fretados em São Paulo, em 27 de julho, já houve perdas de 12% ao setor. |
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Com
as perdas geradas em 2009, provocadas pela Zona Máxima de Restrição
aos Fretados na Capital aliada à crise econômica mundial,
o setor de fretamento prevê fechar o balanço anual em R$
2,82 bi contra o faturamento de R$ 3,2 bi registrado em 2008.
“Fechamos o ano de 2008 com um crescimento de quase 10%. Já em 2009, nosso levantamento preliminar é que as perdas do setor cheguem a 12%”, declara Silvio Tamelini, presidente da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo. Segundo o presidente da FRESP, as medidas determinadas pela administração da capital paulista geraram perdas também para as empresas de Campinas e de Santos e outras regiões que mantinham muitos ônibus no transporte de executivos provenientes dessas cidades para São Paulo. “No início do ano, mesmo com a crise americana, esperávamos sair ilesos da onda pessimista, mas a restrição ao fretamento na cidade de São Paulo, a maior do País, gerou prejuízos em cascata por todo o Estado, revela Tamelini. O fretamento contínuo, o mais afetado pela restrição, tem participação de 60% no faturamento global das empresas, enquanto o fretamento eventual, de turismo e eventos, representa 40% do total. “Perdemos muitos clientes nos contratos realizados para o transporte de funcionários, muitas linhas tiveram que ser desativadas, outras ganharam um percurso muito longo para evitar a área de restrição. Isto fez com que muitos passageiros optassem pelo transporte individual para ir ao trabalho”, analisa Tamelini. “No geral, tivemos uma queda de 12% na operação do fretamento contínuo. Isso porque em vez de levar 40 passageiros passamos a levar um número menor de passageiros, e isso significa custo maior e receita menor. Nas empresas, muitas das linhas nas quais se registrou uma retração de passageiros, trocamos o modelo de ônibus convencional por um micro-ônibus. A medida faz com que o custo seja menor e atenda adequadamente à necessidade dos clientes”, informa. A FRESP congrega sete sindicatos regionais e tem, hoje, 382 empresas associadas, que administram uma frota de aproximadamente 10 mil ônibus, geram 20 mil empregos diretos e 50 mil indiretos. Só na Região Metropolitana de São Paulo operavam 6 mil ônibus de fretamento. Até o período antes da restrição, esse contingente de veículos transportava diariamente, 600 mil passageiros. Para a entidade, provavelmente outros setores estão ganhando com a evasão de passageiros do transporte coletivo privado, entre eles: estacionamentos, abastecimento de combustíveis, manutenção de automóveis, montadoras etc. A nova regulamentação na área de 70 quilômetros quadrados da Zona Máxima de Restrição de Fretamento (ZMRF), ao redor do centro da cidade de São Paulo, proíbe a circulação de ônibus de fretamento das 5h às 21h. Somente aqueles com autorização especial circulam na área restrita no horário proibido. |
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FRESP
(www.fresp.org.br)
Federação
das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de
São Paulo
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Entidade sindical de grau superior, a FRESP foi criada em 1994, com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento. A FRESP congrega 7 sindicatos regionais, que por sua vez têm 380 empresas associadas. São eles: SETFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Sorocaba e Região; SINFRECAR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região; SINFREPASS - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Ribeirão Preto; SINFRESAN - Sindicato das Empresas de Passageiros por Fretamento de Santos; SINFRET - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo; SINFREVALE - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento da Região do Vale do Paraíba e TRANSFRETUR - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo. No Estado de São Paulo existem 10 mil veículos de fretamento e no Brasil 4.900 empresas de fretamento são cadastradas junto à ANTT para viagens interestaduais e internacionais. O setor movimenta cerca de R$ 3,2 bilhões anuais. |
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