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| TERCEIRO SETOR/ CARNAVAL | ||
| A DIFÍCIL REALIDADE DA ADOÇÃO NO BRASIL |
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18/02/2010 - Adotar uma opção difícil de tomar, mas uma atitude bonita e corajosa para quem proporciona uma família a uma criança. |
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Outro ponto que dificulta a adoção é que muitas das crianças que vivem em entidades assistenciais não estão livres para serem encaminhadas a uma nova família. Segundo pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) apenas 10% das crianças nos abrigos podem ser adotadas, pois a maioria continua a ter algum tipo de vínculo familiar. A maioria deles foram vítimas de maus tratos, negligência ou porque seus parentes não tinham condições materiais de criá-los. Para Haércio Suguimoto, presidente do Lar Escola Cairbar Schutel, as 60 crianças e adolescentes da entidade só são disponibilizadas a adoção quando se esgota todas as possibilidades de retorno ao convívio com a família de origem. “O principal objetivo da entidade é criar condições para que o núcleo familiar original das crianças se equilibre e volte a ter condições de recebê-las novamente ou, não sendo possível, prepará-las para se adaptar a uma família substituta, sempre sob a supervisão das Varas da Infância e da Adolescência de São Paulo”. Edson Parra Nani Filho e sua esposa, Roseline Altero Parra, conhecem bem o processo de adoção. Pais de Julia e Pedro decidiram adotar as crianças, pois possuíam dificuldades para engravidar. A opção de adoção veio de forma natural para o casal, porque para eles o sonho de ter filhos era maior que a forma que isso seria realizada. Edson e Roseline adotaram os dois filhos de forma regular e com tranquilidade, sendo que um chegou para eles com apenas 5 dias de vida e o outro com 2 meses. “Quem quer adotar não pode especificar o tipo da criança. Quem opta por essa ação pensa apenas em amar esse novo ser humano que foi colocado em seu caminho”, afirma Edson Filho. “A nossa vida mudou completamente depois que adotamos nossos filhos. A vida fica mais feliz para ser vivida”, diz o paizão. “Aqueles que não adotam por medo, acham que não vão amar a criança porque não foi gerada pelo próprio casal ou porque filhos concebidos dessa forma irão dar problemas. Essas pessoas não sabem o que estão falando e o que perdem por não realizarem a adoção. Pois quem ama, ama de qualquer forma e problemas existem para todos os pais que possuem filhos biológicos ou adotivos”, finaliza. Edson Parra Nani Filho além de ter adotado duas crianças, também realiza trabalho voluntário como dentista, que é sua profissão, no Lar Escola Cairbar Schutel. Números sobre adoção: Filhos Pais |
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Lar
Escola Cairbar Schutel (www.cairbarschutel.org)
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Fundada em 17 de janeiro de 1963, a instituição possui capacidade para atender gratuitamente 60 crianças – meninos e meninas, de 0 a 18 anos, em situação de risco social. Desde sua fundação, a entidade já acompanhou a vida de 529 crianças. Dessas, 434 retornaram para o seu lar de origem, 68 foram adotadas internacionalmente e 27 foram adotadas no Brasil. Seu objetivo é ser uma instituição beneficente reconhecida como centro de referência em administração do Terceiro Setor, oferecendo lar, educação, cuidados médicos, alimentação e ensinamentos morais para formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Os pilares que baseiam a entidade são: cidadania, ética, integridade e honestidade para com toda a sociedade, união, fraternidade, humildade e fé raciocinada. Visite: Rua Francisco Preto, 213 – Vila Morse – São Paulo. Fone: (11) 3742-0516 |
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