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| TERCEIRO SETOR | ||
| MÃES CONTAM A REALIDADE DE MANTER FILHOS EM INSTITUIÇÃO | ||
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10/03/2010 - Rosilene e Luciana contam as dificuldades enfrentadas para ter o retorno dos filhos . Atualmente as crianças moram nos abrigos do Lar Escola Cairbar Schutel (LECS). |
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Segundo Carine, antes de realizarem as visitas com as crianças, os familiares precisam de autorização da Vara da Infância e da Juventude. “Quando ocorre a permissão, o Lar Escola auxilia nos encontros e dá todo suporte para que a família se reestruture”, explica. O processo de desabrigamento das crianças das instituições ocorre aos poucos, quando é permitido que se passe o fim de semana, depois datas especiais e períodos mais longos com seus responsáveis. Até chegar o momento em que elas possam retornar ao convívio familiar seguro. Rosilene Pereira dos Santos de 33 anos é uma das mães que vai a entidade há um ano para ver os seus três filhos, Alan, Alex e Raiane. Devido a problemas de saúde que a levou a internação por um mês e a instabilidade de moradia e emprego, tudo isso ocasionou a perda da guarda das crianças. “Quando vou embora após vê-los sinto mal por ter que deixá-los na instituição. Não vejo à hora de levá-los em definitivo para casa, lá eles têm seu quarto e seus brinquedos, emociona-se Rosilene. Atualmente, ela mora em casa alugada e trabalha como empregada doméstica e já passou as festas de fim de ano ao lado dos seus filhos.
Outra mãe que frequenta, o LECS é Luciana Maria Ferreira de 32 anos. Ela vai ao abrigo todos os domingos há mais de dois anos para ver as três filhas, Benedita, Beatriz e Monaliza. As meninas chegaram ao abrigo quando a mãe estava internada e confiou no marido para que cuidasse das crianças. Ele foi denunciado pelos vizinhos por suspeita de abuso sexual e negligência. “Quando sai do hospital e soube da perda das minhas filhas foi uma dor que não tem como explicar”, relembra Luciana Maria. Após a perda da guarda das filhas, Luciana teve uma crise que a levou a beber e frequentar baladas, com isso passou a não ter emprego fixo e moradia. Hoje com novo companheiro, e prestes a se mudar para uma casa alugada, ela está à procura de emprego. Também luta para ter as filhas de volta ao seu convívio. “Deveria ter sido uma mãe melhor, eu sei que errei. O direito de toda a mãe é ficar com seus filhos, por isso que não desanimo de conseguir a guarda delas”, diz Luciana. “O principal objetivo da entidade é criar condições para que o núcleo familiar original das crianças se equilibre e volte a ter condições de recebê-las novamente ou, não sendo possível, prepará-las para se adaptar a uma família substituta, sempre sob a supervisão das Varas da Infância e da Adolescência de São Paulo”, comenta Haércio Suguimoto, presidente do Lar Escola Cairbar Schutel. |
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Lar
Escola Cairbar Schutel (www.cairbarschutel.org)
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Fundada em 17 de janeiro de 1963, a instituição possui capacidade para atender gratuitamente 60 crianças – meninos e meninas, de 0 a 17 anos, em situação de risco social. Desde sua fundação, a entidade já acompanhou a vida de 611 crianças. Dessas, 580 retornaram para o seu lar de origem, 10 foram adotadas internacionalmente e 21 foram adotadas no Brasil. Seu objetivo é ser uma instituição beneficente reconhecida como centro de referência em administração do Terceiro Setor, oferecendo lar, educação, cuidados médicos, alimentação e ensinamentos morais para formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Os pilares que baseiam a entidade são: cidadania, ética, integridade e honestidade para com toda a sociedade, união, fraternidade, humildade e fé raciocinada. Visite: Rua Francisco Preto, 213 – Vila Morse – São Paulo. Fone: (11) 3742-0516 |
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