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| CIDADES / MEIO AMBIENTE | ||
| PARCERIAS PARA MANUTENÇÃO DE PRAÇAS CAEM EM SÃO PAULO | ||
| 19/10/2011 - Enquanto boa parte das praças da cidade de São Paulo está mal cuidada, conforme dados da Prefeitura de São Paulo, o número de Parcerias Público Privadas (PPP) diminuiu proporcionalmente durante a gestão Kassab. O programa, da Prefeitura, “Adote uma Praça”, que já contou com a adoção de mil áreas verdes, hoje caiu para 700. O Residencial Parque dos Príncipes dá exemplo de como a cooperação entre a associação de moradores e a administração municipal cuida de 10 praças, de forma eficiente. |
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A cidade de São Paulo possui 4,6 m2 de áreas verdes por habitantes, segundo levantamento da Prefeitura de São Paulo número bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde de (OMS), que é de 12 m2/ por habitante. Para muitos paulistanos, as praças são sinônimo de locais ideais para interação com a natureza, além de facilitar o contato com a família e amigos. Porém, a realidade de muitos dos espaços públicos no município deixa a desejar. Das cerca de 5 mil praças administradas pelas 31 subprefeituras, boa parte dos locais apresenta problemas de conservação e falta de infraestrutura. Entre os itens deficientes estão: calçadas esburacadas, a não manutenção dos brinquedos, falta de iluminação e lixeiras, além de sujeira e a carência de plantio de árvores e de conservação das áreas verdes. Uma das alternativas que melhorariam essas áreas é a parceria entre a iniciativa privada e o poder público. Em tese, a adesão ao programa pode ser feita por qual qualquer pessoa física ou jurídica que arca com o ônus da manutenção do local durante 36 meses. E em troca pode colocar uma placa divulgando a cooperação. O tempo médio para concretizar a assinatura do convênio deveria ser de no máximo seis meses. Mas, apesar da opção, a burocracia emperra a adoção de áreas verdes. Desde a criação do projeto “Adote uma Praça”, em 2003, o número de áreas adotadas caiu de mil para 700. Hoje estão disponíveis para adoção, na Capital, 4.400 espaços públicos, enquanto outros 400 se encontram em processo de aprovação. Na contra-mão do que acontece na cidade, no bairro do Butantã, zona Oeste da cidade, a parceria da APRPP - Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes com a subprefeitura local tem gerado frutos. Enquanto aguarda a liberação oficial, a associação já passa a cuidar das áreas verdes no dia seguinte ao pedido. Com o acordo, a APRPP mantém a manutenção de aproximadamente 236 mil metros quadrados de áreas verdes, incluindo os cuidados de 10 praças no interior do Residencial. São aproximadamente 50 m2 de área verde por morador, índice dez vezes superior à media do restante da capital. Dados da subprefeitura do Butantã, com iniciativa semelhante, nos últimos 60 dias, o programa teve a adesão de 68 parceiros, contra 57 nos últimos três anos. A região concentra o maior número de praças na cidade, com 538, totalizando 2 milhões metros quadrados de áreas verdes, sendo que o recurso disponível para manutenção da subprefeitura dos espaços é de R$ 0,50 por metro quadrado O acordo de cooperação no Parque dos Príncipes inclui o plantio de árvores, grama e arbustos, extinção de pragas, retirada de entulhos, irrigação da vegetação e acompanhamento técnico por engenheiro agrônomo. As áreas destinadas ao passeio público são desobstruídas e niveladas e lixeiras são dispostas ao longo das calçadas. “Nossa intenção de adotar os espaços verdes no Parque dos Príncipes é justamente a de contribuir com o poder público, além de exercer a cidadania e oferecer a todos os moradores um local agradável onde possam ter mais qualidade de vida”, ressalta Reinaldo Franco, presidente da APRPP. Segundo ele, outro objetivo da Associação é de participar do programa “Zeladores de Praças”, o qual promove a reinserção de moradores do bairro ao mercado de trabalho, por meio de cuidados das áreas verdes. “A iniciativa é benéfica para a comunidade do entorno do Residencial. Vamos encaminhar o pedido à subprefeitura”, diz. Até agora, o programa já foi implantado em 24 subprefeituras e já contemplou por volta de 1.300 participantes. Siga-nos no http://twitter.com/@linkportal |
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APRPP
(www.parquedosprincipes.com.br)
Associação
dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes
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| Em 1983, os proprietários
do loteamento Parque dos Príncipes criaram a “Sociedade Amigos
do Parque dos Príncipes”, visando assegurar a qualidade de
vida prevista nos contratos de compra dos lotes.
A atual denominação “Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes” – APRPP – surgiu em 2006, com a atualização do estatuto pelo novo Código Civil. O Parque dos Príncipes situa-se parte em São Paulo (72% dos lotes) e parte em Osasco (28%). Os moradores de Osasco possuem sua própria associação. A APRPP representa somente os proprietários da área paulistana do loteamento, onde há 1.287 lotes, com 500 m2 em média, e um excepcional conjunto de áreas verdes que perfazem 236.261 m2. As principais atribuições da APRPP são: zelar pela segurança dos moradores, exercendo vigilância privada em cooperação com a segurança pública; fazer respeitar as restrições de ocupação do solo e impedir atividades incompatíveis com a zona estritamente residencial (ZER1); cuidar das áreas verdes, evitando que haja degradações e que surjam pontos de insegurança; representar os residentes perante o poder público para fazer valer seus direitos, firmar parcerias e obter melhorias de infraestrutura e saneamento; promover a união dos moradores por meio de atividades e eventos sociais. |
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