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A capacitação sobre práticas de sustentabilidade,
para o quadro funcional e fornecedores desenvolverem suas atividades,
também faz parte da estratégia de desenvolvimento
sustentável. |
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Com a escassez
de recursos naturais que vivemos atualmente, a palavra sustentabilidade
virou sinônimo de sobrevivência, não só
para o planeta e seus habitantes, mas principalmente, para as empresas
que querem garantir rentabilidade aliando responsabilidade ambiental
e ações de cidadania. Segundo a coordenadora da LINK
Portal da Comunicação, Clarice Pereira, “o
crescimento mundial - populacional e econômico - não
é sustentável!”. Portanto, o desafio das companhias
é reinventar-se para alçar o desenvolvimento, “crescer
transformando a realidade presente em melhoria global”.
Originariamente sustentabilidade tem a ver com longevidade, com mudança
de hábitos e de cultura, com resiliência e superação,
isto é, com a capacidade de se transformar para sobreviver
às intempéries e evoluir com a natureza. “Hoje,
no entanto, ser um negócio sustentável virou uma espécie
de modismo e o conceito vem sendo empregado, inclusive, por aqueles
cujas práticas não correspondem integralmente à
proteção ambiental ou à qualidade de vida das
comunidades envolvidas nem com a longevidade do negócio”,
afirma a coordenadora da LINK.
Para ela, medidas simples como reciclagem, destinação
adequada de resíduos, produtos tóxicos e restos de matéria-prima
e o reuso de materiais podem fazer alguma diferença nos aspectos
ambientais, mas para a construção de diretrizes realmente
sustentáveis é preciso implementar soluções
e estratégias de sustentabilidade empresarial, entre elas a
comunicação. “Mais que boa vontade, é preciso
ter uma espinha dorsal alicerçada em conceitos, práticas
e resultados, que torne sustentável também a cadeia
de suprimentos e fornecedores”, diz.
No Brasil, a maioria das ações de sustentabilidade ainda
está engatinhando. Teremos que nos esforçar muito mais
para conciliar nosso processo produtivo com a preservação
do meio ambiente e da sociedade como um todo. O caminho é o
equilíbrio entre pessoas, natureza e negócios, num jogo
de ganha-ganha, em que todas as partes se beneficiem e, neste aspecto,
a comunicação é imprescindível.
Como não é possível, no curto prazo, mudar a
organização inteira, é preciso escolher dentre
as áreas, as mais críticas, para criar uma situação
favorável às mudanças e transformar cada caso
em oportunidade e esperança de um futuro melhor. De acordo
com Clarice, para conseguir êxito nas medidas
de desenvolvimento sustentável, em primeiro lugar, é
preciso conscientizar a base da pirâmide produtiva sobre a urgência
das ações em defesa do meio ambiente e suas consequências
na vida das pessoas. A capacitação sobre práticas
de sustentabilidade, para o quadro funcional e fornecedores desenvolverem
suas atividades, também faz parte da estratégia de desenvolvimento
sustentável. “Faz-se necessário ainda, compartilhar
informações sobre responsabilidade socioambiental e
trocar experiências com objetivo de transformação
cultural”, completa.
Instrumentos de comunicação permitem construir e melhorar
a imagem de uma empresa, entidades e públicos internos e externos.
Até mesmo influenciar consumidores e ganhar novos seguidores.
Também possibilita que as empresas posicionem-se em seu mercado
de atuação. Alcançar a meta desejada depende
de uma estratégia bem elaborada e que caiba no bolso do investidor.
Para fazer parte do alinhamento estratégico ligado aos preceitos
de sustentabilidade, a comunicação deve obrigatoriamente
estar focada ao pensamento, aos negócios e aos objetivos do
empreendimento.
Clarice cita alguns casos de sucesso no “Planejamento
Estratégico de Sustentabilidade Empresarial”, como o
da Natura, por exemplo, que obedecem as diretrizes de: responsabilidade
para com as gerações futuras; educação
ambiental; gerenciamento do impacto ao meio ambiente; do ciclo de
vida de produtos e serviços; e da minimização
de entradas e saídas de materiais.
Para isso, a fabricante de cosméticos cumpre todos os requisitos
legais, controla todas as fases de produção, reduz a
utilização de insumos que prejudiquem a ecologia, bem
como, extinguiu os testes em cobaias e as embalagens ecologicamente
incorretas. Outro detalhe é o emprego de tecnologias limpas
e a promoção da melhoria contínua nos processos
de toda sua cadeia produtiva, com redução de emissões
de gases geradores do efeito estufa. Também procura desenvolver
modelos de negócios que levem em conta os princípios
e as oportunidades advindas da sustentabilidade. Além disso,
adota instrumentos capazes de medir, monitorar e auditar o consumo
de recursos naturais e a geração de resíduos.
“A empresa ainda está preparada para quaisquer tipos
de incidentes e comunica isto o tempo todo em seus informativos internos
e externos, em suas notícias divulgadas pela imprensa, em seu
material institucional e mercadológico”, afirma Clarice.
A sociedade de consumo valoriza atitudes como o gerenciamento da qualidade
do ar, da água e do solo, o controle de efeitos sonoros, a
redução do desperdício, o uso de materiais biodegradáveis,
a compensação de pegadas ambientais. Clarice
ressalta que esta é uma das iniciativas que devem fazer parte
das estratégias de sustentabilidade de empresas comprometidas
com um planeta melhor e devem ser “exaustivamente anunciadas
às futuras gerações”.
No Brasil já foi criado, por iniciativa da Bolsa de Valores
de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas,
Instituto Ethos e Ministério do Meio Ambiente, um Índice
de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Seu intuito é incentivar
os investidores a aplicarem seu capital em empresas que trabalhem
com políticas de desenvolvimento sustentável, responsabilidade
social e ambiental, compromisso ético e boas práticas
de negócios.
Embora algumas corporações pensem nisso apenas como
retorno de marketing, que podem auferir da sustentabilidade empresarial,
essa nova abordagem deve ser empregada conscientemente, no sentido
de reintegrar o homem à natureza. Muitos empreendimentos já
adotaram o conceito de responsabilidade socioambiental empresarial
em seus processos produtivos e o transferem à cadeia de fornecedores
e parceiros. “As companhias nacionais têm que repensar
o jeito de fazer negócios, respeitando o que é ecologicamente
correto, ao mesmo tempo, economicamente viável; socialmente
justo e culturalmente aceito”, completa Clarice.
De acordo com Clarice, anúncios e divulgações
a respeito podem dar excelentes resultados na adesão do conceito
da sustentabilidade. “O que garantirá seu sucesso é
o alinhamento da forma de comunicação às necessidades
de cada empresa. Para isso é preciso saber onde se está
e onde se quer chegar!”, completa.